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    Cuentos Completos -

    Augusto Roa Bastos

    DEBOLSILLO
    2008
    584 páginas
    19h 28m
    ISBN-22: ISBN_13:_9788483466551
    Espanhol
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    Todos los cuentos de Augusto Roa Bastos, para entender la literatura hispanoamericana de la segunda mitad del s. XX.En el presente volumen se reúnen, por primera vez en España, los cuentos escritos y publicados por Augusto Roa Bastos desde antes de El trueno entre las hojas (1953) hasta Lucha hasta el alba (1979), así como cinco cuentos que hasta la fecha no habían sido publicados en formato libro. Por el valor literario y conceptual que proponen, los cuentos del escritor paraguayo Augusto Roa Bastos pueden considerarse, dentro de la narrativa iberoamericana contemporánea, verdaderas cumbres del género. Muchos de ellos son dignos de figurar en cualquier antología del cuento universal por sus inusitadas perspectivas formales, respaldadas con temáticas y desenlaces sorprendentes que quieren definir el verdadero lugar del hombre en la sociedad. Las permanentes persecuciones políticas -que a Roa Bastos le valieron el exilio-, la existencia como pesado lastre en un país donde los poderosos abusan de los débiles, la marginalidad y la delación son el tema casi recurrente de todos sus relatos. Los paisajes humanos que desfilan ante los ojos del lector son huesos, alucinaciones, piltrafas, seres marcados por un destino de explotación y de manipulación. El estilo de Roa Bastos, que está claramente marcado por un realismo crudo, debe mucho a su reivindicación del indigenismo. En la escritura quiere recuperar el mundo de su niñez y traducir -también lo hace en sus novelas- el mundo mágico, mítico y religioso que heredó de la cosmología guaraní. Para ello, lucha por encontrar un lenguaje cuya sintaxis y sentido nos remitan al mundo cultural indígena paraguayo, partiendo de un castellano mestizo, grandioso, inesperado, culto y, sobre todo, original. Como dijo y ejecutó sobre el papel el propio autor: «Sabemos por anticipado que el cuentista o novelista culto que escribe en castellano no va a cometer la tontería de pretender trasladar a sus textos las características formales y técnicas del guaraní (prosodia, semántica, sintaxis, léxico); procurará a lo sumo incorporarles su atmósfera, infundirles su sentido, su emoción vital».

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    Augusto Antonio Roa Bastos

    Augusto Roa Bastos (13 de junho de 1917, Asunción - 26 de abril de 2005, id.). Escritor, jornalista, dramaturgo, poeta e roteirista paraguaio, conhecido nas áreas do ensaio, do guionismos e do romance. São-lhes concedidas diversos reconhecimentos públicos pelo mérito, originalidade e qualidade da sua obra, entre os quais o "Concours International de Romans Losada" (1959), o "Prix du Memorial de America Latina" (1988) e é distinguido com o Prêmio Miguel de Cervantes em 1989. Está traduzido em cerca de 25 línguas. "Eu, O Supremo" (Yo el Supremo /1974) converteu-se numa das novelas emblemáticas sobre a figura do 'dictador perpetuo de la República de Paraguay', José Gaspar Rodríguez de Francia, «El Supremo», que governou o país com mão de ferro durante 25 anos desde o primeiro ano de sua independência, em 1811. Para o público, o retrato de Rodríguez de Francia era tacitamente o do ditador Alfredo Stroessner, e por isso o romance esteve proibido durante muitos anos no Paraguai. Nascido em 1917 em Assunção, Roa Bastos passou a infância num engenho de açúcar de Iturbe, no Guairá, onde seu pai trabalhava. A mãe o iniciou nas letras através das leituras em castelhano da Bíblia e de William Shakespeare, e na arte da narração através de lendas indígenas contadas em guarani. A Guerra do Chaco entre Paraguai e Bolívia (1932-35) --da qual participou como assistente de enfermaria-- foi uma das experiências que o marcariam para sempre, pela brutalidade das lutas. Ao finalizar o conflito, ingressou no jornal "El País" de Assunção, do qual chegou a ser chefe de redação e correspondente em Londres depois da Segunda Guerra Mundial. A seqüência de golpes e ditaduras que viveu seu país o obrigaram, em 1947, a se exilar em Buenos Aires, onde trabalhou como empregado de uma seguradora. Outro golpe, o dos militares argentinos, obrigou-o, em 1976, a fazer novamente as malas para instalar-se em Toulouse (França), onde começou a ensinar literatura e guarani na Universidade Le Mirail. Depois de uma breve viagem a seu país em 1982, a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989) privou-o da cidadania paraguaia. Por esse motivo não pôde regressar à sua terra até a queda do ditador. Roa Bastos também se destacou como roteirista e autor em sua passagem pelo cinema na Argentina. Foi o roteirista do filme com Isabel Sarli "El Trueno entre las Hojas" e "Castigo al Traidor". Sua crítica à opressão e à fidelidade ao ideal de um compromisso social nunca o levaram a optar por um partido político, exceto durante uma curta passagem pelo Partido Encontro Nacional (PEN, social-democrata) durante a transição política paraguaia pós-Stroessner.

    13 Livros
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    Distrito capital, Paraguay

    Augusto Antonio Roa Bastos