A gripping memoir and medical suspense story about a young New York Post reporter’s struggle with a rare and terrifying disease, opening a new window into the fascinating world of brain science. One day, Susannah Cahalan woke up in a strange hospital room, strapped to her bed, under guard, and unable to move or speak. Her medical records—from a month-long hospital stay of which she had no memory—showed psychosis, violence, and dangerous instability. Yet, only weeks earlier she had been a healthy, ambitious twenty-four year old, six months into her first serious relationship and a sparkling career as a cub reporter. Susannah’s astonishing memoir chronicles the swift path of her illness and the lucky, last-minute intervention led by one of the few doctors capable of saving her life. As weeks ticked by and Susannah moved inexplicably from violence to catatonia, $1 million worth of blood tests and brain scans revealed nothing. The exhausted doctors were ready to commit her to the psychiatric ward, in effect condemning her to a lifetime of institutions, or death, until Dr. Souhel Najjar—nicknamed Dr. House—joined her team. He asked Susannah to draw one simple sketch, which became key to diagnosing her with a newly discovered autoimmune disease in which her body was attacking her brain, an illness now thought to be the cause of “demonic possessions” throughout history. With sharp reporting drawn from hospital records, scientific research, and interviews with doctors and family, Brain on Fire is a crackling mystery and an unflinching, gripping personal story that marks the debut of an extraordinary writer.
Brain on Fire - My Month of Madness
Susannah Cahalan
Edições (1)
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Eu tinha prometido pra mim mesma que minha próxima resenha seria de algum livro já lançado ou com data de lançamento no Brasil; mas aí Brain on Fire aconteceu e não tive outra alternativa a não ser vir aqui no blog e escrever sobre ele. Descobri esse livro por acaso: passeando pelas sessões psicológicas e médicas da minha livraria favorita, o título me chamou a atenção. Eu já tinha decidido não comprar nada naquele dia pois minha lista de livros que tenho e nunca li é capaz de cobrir quase dois anos de leitura. Mas aí li a sinopse e vi que se tratava de uma história real, e bem, o acordo que fiz comigo mesma esse ano exige que eu leia mais livros de não-ficção, então Brain on Fire veio pra casa comigo. A história é contada por Susannah Cahalan, uma repórter do The New York Post. Alegre, saudável e responsável, um dia ela acorda em um hospital, presa à cama e incapaz de se lembrar da estadia de um mês naquele lugar. O livro retrata então o início da doença: os pequenos detalhes que nem Susannah nem seus amigos e familiares perceberam ou que pensaram se tratar apenas de stress. Então começaram as alucinações, convulsões e psicose. Seu médico disse que se tratava de stress e alcoolismo (mesmo com Susannah insistindo que bebia no máximo duas taças de vinho por noite). Sua família começou a ficar assustada ao perceber que ela não era mais a mesma e ela se mudou do seu apartamento numa região conceituada de Manhattan para a casa dos pais no subúrbio, e tirou licença médica do trabalho. A gota d’água veio quando ela tentou pular de um carro em movimento; sua família então decidiu que ela realmente precisava de ajuda e ela foi internada imediatamente na ala epiléptica do hospital da New York University. Essa foi a parte mais assustadora para mim: a lista de médicos que a viram e não tinham ideia do que estava errado com ela. Susannah era um mistério: seus sintomas não coincidiam com o de nenhuma doença conhecida, não completamente. Como tratar um paciente quando não se sabe o que está errado? Ela recebeu tratamento para diversas doenças, sem sucesso, até que um médico – Dr. Najjar – entrou no caso. Com um teste bastante simples, ele descobriu que o lado direito do seu cérebro estava inflamado. Com essa informação, Dr. Najjar pediu vários exames e foi possível constatar que o que Susannah tinha era Anti-NMDA receptor encephalitis, uma doença rara na qual o sistema imune do paciente ataca as próprias células; basicamente o seu cérebro estava se auto-destruindo. “We are, in the end, a sum of our parts, and when the body fails, all the virtues we hold dear go with it.” Muito pouco é conhecido sobre a doença (e ainda menos em 2009, quando Susannah ficou internada). Ninguém sabe como ou porque o corpo dela teve essa reação, nem se – mesmo após ter sido tratada e curada – a doença vai se manifestar novamente. E esse medo que o final do livro nos deixa, essa incerteza, está presente em todas as páginas. Susannah conta sua história de tal maneira que você não consegue deixar de se imaginar naquela situação, nem de perceber o quanto nossa vida pode mudar radicalmente de uma hora para outra. Resenha original em http://poressaspaginas.com/resenha-brain-on-fire
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