Natural de Minas Gerais, Maciel da Costa ascendeu na administração imperial como governador da Guiana Francesa (1809-1817), conselheiro de D. João VI e membro do colegiado que redigiu a Constituição de 1824. Nessa Memória, escrita em 1820, sustentou a política escravista de D. João VI, que vinha calculando a sobrevida do tráfico para o Brasil em 20 anos, ainda que sob forte pressão britânica. Pleiteou, assim, o comércio de escravos por duas décadas, refutou os argumentos do abolicionismo britânico em favor dos africanos e, seletivamente, incorporou tópicos do discurso ilustrado antiescravista (efeitos nocivos do cativeiro sobre a economia nacional e sobre a segurança social) para nacionalizar os motivos que, no futuro, fariam o governo português suprimir o tráfico. Domínio Público, disponível em: http://www.brasiliana.usp.br/bbd/handle/1918/00429400