Dois acontecimentos cruciais tornam esse quarto episódio muito marcante na saga de Perry Rhodan. Primeiro, o herói e seu fiel escudeiro Reginald Bell são submetidos a um processo arcônida de evolução cerebral, que permite aos dois utilizar vastas áreas inexploradas do cérebro humano, evoluindo mentalmente milhares de anos em poucas horas. E segundo, surgem nos mais diversos cantos dos planetas os mutantes, herdeiros da era atômica iniciada com a bomba de Hiroshima. Um é telepata, outro tem o dom da teleportação, outro ainda possui a maravilhosa capacidade da teletemporação, que é o poder de viajar no tempo!
Esses dois acontecimentos, que juntos irão determinar os principais desdobramentos da saga ao longo dos próximos episódios, sinalizam também para uma maravilhosa característica da série Perry Rhodan, que é apostar no potencial humano de evoluir. Perry Rhodan acredita firmemente que a humanidade está destinada a grandes e maravilhosos feitos. E ao cumprir esse destino, ele mesmo se torna um herói irresistível.
Encerro esta breve resenha com essas duas inspiradas falas de Crest, o arcônida:
Degeneramos, pois nossa presunção desmedida não permitiu que nos misturássemos com outras raças.
Acho que sabe qual é a diferença entre um homem e um terrano. Você já viu o espaço cósmico e, com isso, transformou-se num terrano. Qualquer um passará por essa transformação, desde que sinta que pode envolver o mundo em que nasceu com as mãos. Mas os outros, principalmente os que nos atacam, são homens que ainda estão longe de saber que o planeta em que vivem nada é senão uma base para o futuro.
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