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    Manual filosofico do individualista -

    Han Ryner

    Germinal
    1966
    150 páginas
    5h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    O pensamento de Han Ryner, como o de Tolstoi, Thoreau, Réclus, Kropotkin e Krishnamurti, é essencialmente anarquista. O seu espírito é profundamente antidogmático, ferozmente antiautoritário, radicalmente individualista, e estes não postulados indubitáveis do anarquismo. O que vibra em todas as suas obras é o sonho de uma sociedade livre, igual e fraterna, onde a caridade seja substituída pela justiça, as hora de trabalho pouco numerosas repartida entre todos, o descanso e o pão gratuitos, os povos confraternizando como irmãos, na comunhão da paz mundial, na terra prometida da igualdade - enfim, o sonho anarquista

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    Jacques Élie Henri Ambroise Ner, Henri Ner profile picture

    Jacques Élie Henri Ambroise Ner, Henri Ner

    Han Ryner, pseudônimo de Henri Ner (1861-1938), publicou mais de cinquenta obras entre 1880 e 1938: ensaios, contos, romances, teatro e poesia. Versátil e multifacetado, participou do círculo literário de Alphonse Daudet e se aproximou ativamente dos meios anarquistas, tomando a defesa de Sacco e Venzetti no caso judiciário que os condenaria à morte. Antimilitarista e antipatriota, foi processado em razão do panfleto virulento que escreveu com outros militantes. Por causa de seu entusiasmo pela filosofia grega, ganhou os apelidos de “Sócrates contemporâneo” e de “Príncipe dos narradores”, um tanto limitantes se considerarmos o caráter universal de sua verdadeira natureza. Polemista, Ryner tinha tendência à ironia e ao humor ácido, ao estranho e ao fantástico. No entanto, sua natureza pacifista preconizava um individualismo não egoísta: para ele, esse individualismo nada mais é do que a liberdade interior, condição para a liberdade humana coletiva. “A menina que não fui” (1903) é apenas uma das muitas facetas desse autor que se aventurou nos mais diversos universos literários, abordando temas como a energia universal, o espaço e os alienígenas. Foi considerado um dos precursores da ficção científica graças a seu mais famoso romance “O Homem-formiga”, que a Ercolano trará em breve, em tradução inédita, ao público brasileiro.

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