A Ilha do Tesouro (Clássicos da Literatura Universal) -

    Robert Louis Stevenson

    Melhoramentos
    2012
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788506006979
    Português Brasileiro

    Jim Hawkins tinha apenas doze quando o capitão Bill Bones apareceu na velha estalagem de Benbow. Mal sabia o garoto o tamanho da enrascada que o aguardava. O marujo, louco por rum, tinha uma assustadora cicatriz no rosto e escondia o mapa de um enorme tesouro – segredo que revelou pouco antes de morrer. O menino não perdeu tempo: convidou alguns amigos e partiu rumo a uma viagem alucinante. Ainda no porto, a turma conheceu Long John Silver, que entraria para a tripulação como cozinheiro, mas estava prestes a colocá-los em uma aventura cheia de perigos e emoções. Tradução de Luiz Antonio Aguiar com a colaboração de Marisa Sobral. Ilustrações de Kerem Freitas.

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    Clio picture
    Clio11/10/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Se eu tivesse que escolher um livro de aventuras para um jovem leitor, eu escolheria A Ilha do Tesouro sem hesitar. Ainda me lembro quando pus as mãos na cópia surrada da biblioteca, lado a lado com outro clássico: O Corsário Negro. Mas, diferente do último, A Ilha do Tesouro é voltada para o público infanto-juvenil e, portanto, volumosa com os tipos clichezados e adorados do gênero. Jim Hawking é um rapaz que assombrado pela miséria encontra o Mapa do Tesouro do falecido pirata Billy Bones (algo como Billy Ossos em português). Decidido a explorar essa chance, ele embarca num navio onde aprende a separar o mundo dos adultos em confiabilidade e utilidade, e é aqui que entra Long John Silver - o melhor vilão pirata depois de Capitão Gancho. Long John Silver mostra a Jim a fina linha entre ajuda-e-manipulação e como a traição é mais resultado da ganância do que da raiva. Há mesmo momentos de amizade entre os dois, pois a facada nas costas dói mais quando vem de alguém que se gosta. A escrita é elaborada, os detalhes náuticos e impressões emocionais vão exigir redobrada atenção. Sendo literatura do fim do século XIX, é preciso estar preparado para entender o ritmo narrativo que é mais compassado - aqueles esperando algo como Piratas do Caribe vão ficar a ver navios. Recomendo.

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