Ida e Volta -

    Raphael Fernandes, Doug Lira, Pedro Pedrada, Rafa Louzada

    S/ Editora
    2012
    48 páginas
    1h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Ambientada no metrô de São Paulo, a publicação usa o conceito dos antigos bilhetes de duas viagens: o leitor lê a primeira HQ de um lado e vira a revista de ponta cabeça para ler a outra história. Gerando o efeito de ida e volta do metrô. Em “Uma Viagem ao Paraíso”, Fernandes narra uma história verídica sobre um misterioso acidente no metrô e a surpreendente reação das pessoas diante dele. Já em “O Tempo não Espera” somos apresentados para um típico casal suburbano que cai em uma estranho vórtex temporal protagonizado pelos vagões desse importante transporte público paulistano. Fonte: www.cursodequadrinhos.com.br

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    Por Essas Páginas13/09/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

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    Adquiri esse quadrinho no Anime Friends 2014, no estande da Editora Draco, apesar dessa HQ não ser da editora. Ela é fruto de uma parceria entre o blog Contraversão e o estúdio Café Nanquim, um grupo independente de produção de quadrinhos. O Raphael Fernandes, o roteirista da HQ, no entanto, já produziu alguns quadrinhos pela Draco também, como a Imaginários em Quadrinhos Volume 1 e Volume 2. O que me atraiu logo de cara por essa HQ foi o design dela: achei fantástico tanto a capa quanto o formato serem de um bilhete de metrô, um tanto sujo e manchado, como se tivesse sido manuseado muitas vezes (ou tivesse ficado guardado na carteira; e não é isso que acontece com bilhetes de metrô?). A segunda coisa que me chamou atenção foi o título Ida e Volta, fazendo uma alusão tanto à ideia do metrô idas e vindas quanto da própria ideia da HQ, que conta duas histórias, a ida sendo uma história verídica e a volta uma ficção. Comecei a ler logo na volta do evento e, claro, no metrô de São Paulo, o que quer dizer que eu estava perfeitamente ambientada. E para quem mora/conhece o metrô da cidade, essa HQ é um prato cheio. A primeira história, a real, fala de um cara que se depara com uma situação horrível e tenebrosa. Mais uma vez, como acontece quase diariamente, o metrô parou devido a um objeto na pista, e muita gente sabe o que isso quer dizer: que alguém se jogou na linha do trem. A partir daí, a história se divide entre ser perturbadora e reflexiva, o que me rendeu uma ótima leitura, aliada aos ótimos traços, caricatos, mas bastante reais, de Doug Lira e Rafael Louzada. Foi a história que mais gostei e a que mais me arrepiou justamente por ser real. A segunda história, uma ficção, é sobre uma situação bizarra: um homem encontra um vórtex temporal dentro do metrô e fica preso nele, no meio do tempo (fãs de Doctor Who e de ficção científica com certeza vão curtir). A arte é de Pedro Pedrada Henrique, mais sombria e caricata que a arte da história anterior. Gostei também dessa história, que literalmente é uma viagem, mas como já disse, preferi a anterior. A HQ é muito caprichada na edição e rendeu uma ótima leitura. Cheia de tensão e criatividade, ela é super recomendada! O Raphael Fernandes autografou meu exemplar e eu adorei que ele escreveu nos quadrinhos, como se o autógrafo fizesse parte da história. Resumindo: vale a pena!

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