Como efetivar um acompanhamento individualizado aos alunos diante das condições atuais do ensino? Em resposta a essa polêmica, Jussara Hoffmann relata e analisa experiências em avaliação mediadora que vêm sendo desenvolvidas em todos os segmentos do ensino, da educação infantil à universidade, aprofundando a discussão sobre a metodologia e fazendo encaminhamentos para uma prática efetivamente mediadora.
Avaliação Mediadora - Uma Prática em Construção da Pré-Escola à Universidade
Jussara Hoffmann
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O livro apresenta a visão da maioria dos professores em relação à forma de avaliar seus alunos e a autora pontua uma maneira mais adequada para fazer a avaliação, evitando a avaliação tradicional e utilizando métodos mais modernos de acompanhamento da evolução do aluno durante todo o período letivo, não apenas em uma prova. Alguns dos pontos abordados pela autora: • A avalição não deve ser classificatória, mas garantir um ensino de qualidade, não se resumindo a quem é aprovado e quem deve ser retido; • Não se mudou ainda o sistema de avaliação porque a sociedade acredita que os professores serão menos exigentes e o ensino oferecido será inferior se comparado ao das gerações anteriores; • É necessário que se ofereça ensino de qualidade e não apenas que se aumente a quantidade de escolas, por meio de uma educação igualitária; • Os professores devem questionar o verdadeiro significado da avaliação escolar antes de buscarem meios mais seguros ou sofisticados para fazê-lo; • Deve-se observar que a proposta de progressão continuada não significa deixar de avaliar aos alunos, mas faze-lo de maneira diferenciada, buscando manter a qualidade do ensino; • O atual sistema classificatório não aponta as reais dificuldades dos alunos e dos professores, mantendo a manutenção de uma escola para poucos; • O ensino deve ser significativo para o aluno, não sendo apenas um acumulado de informações memorizadas que não servirão para conformá-lo como um ser social; • O professor deve buscar meios significativos de transmitir o conhecimento estimulando o aluno a aprender; • O principio da avaliação mediadora é que se preste muita atenção no aluno, conversar com ele e conhece-lo; • Não se deve buscar respostas únicas para as varias situações, mas construir uma pratica que respeite o principio de confiança possibilitando o aprendizado do aluno; • Deve-se oportunizar ao aluno a discussão suas ideias e expor suas duvidas promovendo uma melhor compreensão do conteúdo; • O professor deve se atentar as suas atitudes e evitar o uso de seu poder dentro de sala de aula não aplicando o autoritarismo contra seus alunos; • As respostas dadas pelos alunos devem ser analisadas e compreendidas não apenas consideradas certas ou erradas, sem tentar entender o raciocínio que o aluno desenvolveu para alcança-la; • Os alunos devem se desenvolver de forma integral: cognitiva, afetiva e psicomotora; e cabe ao professor auxilia-lo nesse processo avaliando suas práticas e didática para melhor encaminhar o aluno; • A avaliação possui diferentes finalidade: o conhecer e acompanhar o desenvolvimento; o conhecer as dificuldades e planejar atividades que auxiliem o aluno a superá-las; o saber se as estratégias de ensino são eficientes e o modifica as estratégias sempre que necessário; • A avaliação deve ser feita não apenas com ao aluno, mas também, com os professores e a escola. • A avaliação do aluno deve ser um instrumento orientador para que o professore repense sua prática pedagógica e se ela está atingindo seu objetivo e avalia para serve para concretizar o processo de educação, como um ato humano, intelectual, cientifico e sistemático; • A identificação das necessidades apresentadas pelos alunos e a busca de soluções para saná-las constitui o processo avaliativo; • O projeto politico pedagógico da escola tem papel muito importante, pois é por meio dele que se subsidiará o processo de avaliação que se comprometa com o desenvolvimento do aluno. Em síntese, cabe ao professor manter uma avaliação constante do aluno, verificando seus erros e acertos e auxiliando-o a progredir; utilizar-se desse processo para melhorar sua própria pratica docente, reavaliando sua metodologia e estratégia para garantir que o aluno vivencie e aprenda de forma significativa o que lhe é apresentado pelo professor e não apenas memorize conteúdos descontextualizados para passar em uma prova, e esta não deve ser classificatória apenas ao fim de um período para aprovar ou reprovar o aluno, mas sim mediadora e orientadora.
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