Assevero sem medo de errar, que hoje sou autodidata em morticínio. É bem verdade, que no alto da minha 5ª série não concluída, nunca publiquei teses ou dissertações, porém, sou mais capacitado para escrever sobre a atmosfera agonizante abaixo da linha de pobreza, do que qualquer sociólogo playboy que estuda a crise humanitária nacional através de livros e computadores! Eu não assisti filmes, documentários, ou matérias jornalísticas sobre a GUERRA NÃO DECLARADA do Brasil, eu estou 24 horas diárias dentro de suas trincheiras. Eu estou 24 horas tentando me proteger das agressões bélicas de um impiedoso exercito rival. Infelizmente, eu sou morador cativo do parque onde as anomalias maquiavélicas guiadas por cifrões, se divertem aflorando as sua psicopatias mórbidas.
Repórteres já falaram ou escreveram sobre as agruras que devastam os solos minados segregados do país do carnaval, entretanto, o fizeram através de mãos e línguas viciadas, manipuladas, obedientes e serventes aos propósitos dos ricos parasitas. Até agora, os confrontos armados incessantes que alguns ignoram, só foram
debatidos por um prisma artificial e conveniente: a visão dos dominantes.
Entre erros e acertos, o que você vai ler nessa obra, será a opinião autêntica em primeira pessoa, de um genuíno fruto da exclusão e marginalização social. Eu sou um legitimo correspondente de guerra. Eu não chego depois que os corpos estão no chão, estou no campo de concentração antes, durante e depois da matança. Sou o único correspondente do universo que está aprisionado aos campos de refúgios e aos campos de batalhas, junto com todos que foram, são e serão severamente supliciados. O único que foi sentenciado a morrer da mesma forma cruel e desumana, que as vitimas barbarizadas das quais escrevo.
Definitivamente, não apresento nenhuma semelhança com os correspondentes da BBC, da CNN ou da Rede Globo, que usam das desgraças alheias para ganhar audiência, anunciantes e autopromoção (...) viso, exclusivamente, despertar nos sistemas nervosos centrais engessados por constantes lavagens cerebrais, o inconformismo, a sede de justiça, a compulsão pela defesa de direitos, a solidariedade aos irmãos, o desejo pelo saber e a ânsia por paz. A verdadeira paz, não a paz tumular!