Gustavo Annecchini traz em 'Homem Santo' um relato que marcou a estrutura da Ortodoxia Cristã Mundial na virada do milênio. Romance baseado em fatos reais, 'Homem Santo' quer trazer ao entendimento do leitor, que a experiência protagonizada por Miguel pode bater à porta de qualquer um, independente do credo. O autor começa a narrativa a partir de 1999 quando ainda se prepara para o Batismo na Igreja Ortodoxa e conhece a autoridade máxima da Igreja de Portugal, o Metropolita Teoctist. A partir deste encontro, é batizado pelo próprio Metropolita numa cerimônia repleta de simbologias e renasce como Miguel. Este personagem é alçado à condição de Reverendo e firma um compromisso de vida e servidão com a Igreja. Iniciava-se ali uma relação saudável com a Entidade religiosa, ou o reverberante chamado de Deus trazia outros tipos de significados? 'Homem Santo' conta a saga vivida por Frei Miguel, percorrendo mosteiros mundo afora, igrejas ortodoxas, conhecendo líderes da Ortodoxia mundial. A sequência de desdobramentos narrada pelo autor mostra o exaustivo exercício de dúvidas e questionamentos de um garoto de 18 anos que, crendo ser um guerreiro preparado para a fé, desilude-se em meio a situações delicadas, constrangedoras, subumanas e, sobretudo, violentas.
