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    Tratado de Metafísica -

    Georges Gusdorf

    Biblioteca Universitária
    1960
    557 páginas
    18h 34m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
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    Lucio Rangel Ortiz26/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O significado da Metafísica

    A obra prima “Tratado da Metafisica” de Georges Gusdorf trata sobre o problema do começo da filosofia na história, recorrendo a crítica do mito de Sócrates e a definição restritiva e ocidental da metafísica. Há um tempo da filosofia para o tempo humano e se questiona haver filosofia sem filósofo. O livro aborda o que é a Metafísica, quando se trata da sua conversão da resistência do fator humano a várias reduções de pensamentos, como a a meditação que abre um caminho de uma pergunta para uma resposta no seu movimento perpétuo. O filósofo parte para o obstáculo da s instituições e a hipoteca da universidade avaliza num batismo metafísico do espanto e do círculo vicioso de um sistema de pensamento, que todo filósofo fará suas questões e desejarão suas respostas satisfatórias Toda doutrina filosófica tende a negar suas origens humanas, mas toda doutrina é na realidade a encarnação de uma história transcendental. Conforme Descartes, há uma conversão da passagem para o ininteligível, que é o racionalismo da troca da existência com a essência. O inevitável recurso ao mito remete a uma verdade como linha de vida, cujo significado eventual é a resolução filosófica. A segunda conversão é não matar o tempo para entender a metafísica como reveladora do mundo como ciclo, que não tem começo ou fim, mas um todo de que todo início tem um fim e depois o recomeço e assim, sucessivamente. A verdade da metafísica é uma ilusão da soberania dos reis e filósofos, que utilizam o despotismo da razão e o fim da história. O filósofo não é o mestre do tempo e a verdade não pertence a ninguém. A metafísica é a manutenção da humanidade consigo mesma ao longo da história, que sempre terá um mestre e um discípulo, com seu devido trabalho como meio de comunicação e significado de repetição num jogo de significados. A verdade é um pacto de comunicação, é um serviço a ser realizado no testemunho, uma figura fugitiva da história da filosofia. O grande filósofo busca a última verdade que justifica uma comunidade de invocação. A gênese da metafísica é o olhar humano que sustenta o mundo que se sustenta com fundamentos pré-refletidos da organização do universo. O sono dogmático do instinto e o despertar do pensamento marca a entrada no mundo do mito e com suas liturgias de repetição, que imobiliza a vida. Ao evoluir, o mito passa por uma transição para a metafísica, que faz pensar o estado do problema. A história dos impérios mostra o comportamento categorial mede o espaço, a diversidade da vida social e pessoal até chegar a sublimação e arbitragem de instintos e mitos, recorrentes sobre a consciência. O filósofo se esforça para afastar a desorientação do homem no mundo e a insegurança da história com a devida reflexão pela razão, reúne poderes do conhecimento divididos entre especialistas para sua devida função específica. A ciência e a metafísica se originam na solidariedade da física de uma recorrer a outra para os devidos argumentos. A ciência sempre vai ameaçar o dogmatismo teológico e lo dogmatismo metafísico também, uma vez que a experiência tem sua própria autonomia nas constituição de todas as coisas materiais. A afirmação cientificista pode proporcionar seu próprio fracasso e a promoção metafísica da ciência faz surgir o neopositivismo com suas críticas. O filósofo, geralmente, é fascinado pela matemática e sua conceituação científica não cobre todo o domínio humano. As ciências positivas precisam de um fundamento metafísico para existirem com sua devido complexidade. O preconceito humano e das coisas faz a metafísica dever se libertar do sentido de unidade humana. A crítica ao Absoluto é a pedra filosofal da metafísica, o esplendor e a miséria da própria filosofia. O paradoxo da participação do relativo ao absoluto é uma ferida aberta ao dogmatismo, o que faz ser referência originária a experiência para se transpor além do discurso teórico. A experiência e a eternidade no tempo são temas místicos para filosofia, pois o Absoluto é o sagrado da metafísica e a Teologia traz lembranças do absoluto a própria Metafísica. A revelação histórica do crente e a verdadeira ideia dada pelo pensador é um perigo para ideia do absoluto incógnito que permite então se ausentar no pensamento do filósofo. O absoluto é apenas o foco imaginário de um campo mental e espiritual. E a realidade humana do absoluto é o coração da expressão total.

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    Georges Gusdorf profile picture

    Georges Gusdorf

    Après des études au Lycée Montaigne à Bordeaux, il entre à l'École normale supérieure (ENS) de Paris en 1933. Il suit en parallèle sa scolarité à la Sorbonne sous la direction de Léon Brunschvicg, dans les années 1930 - l'époque d'André Lalande et d'Émile Bréhier. En 1940, il est fait prisonnier avec son régiment dans le Loiret et passe toute la guerre dans différents camps de prisonnier, où on le déplace pour son refus de défendre la politique de Vichy. Il finit à Lübeck, en Allemagne du Nord. C'est durant ces années de détention qu'il fait l’expérience d’une sociabilité intellectuelle que sa carrière universitaire ne lui permettra plus, selon lui, de renouveler. Après la guerre, entre 1945 et 1946, il prend la charge de répétiteur à l'ENS, préparant à l'agrégation de philosophie. Il y succède à Merleau-Ponty, et prépare à l'agrégation Althusser et Foucault. En 1948, il est nommé professeur à l'université de Strasbourg, occupant la chaire de philosophie générale et de logique. Il n'a alors publié, sous la direction de Gaston Bachelard, qu'une thèse, La Découverte de soi, matrice de ses futurs travaux sur la mémoire et rédigée au cours de sa longue captivité à Lübeck. Gusdorf raconte que dans son camp de prisonniers, le milieu des officiers de carrière était favorable à Vichy, notamment aux thèses défendues par Jean Guitton et relayées un certain temps par Paul Ricœur1. Avec quelques-uns de ses camarades, il réussit à retourner les esprits. « C'est grâce à vous que nous avons pu rentrer la tête haute », lui a dit après la guerre un officier prisonnier avec lui2. La captivité a également été l'occasion pour Georges Gusdorf de s'intéresser à un genre qui d'ordinaire ne tente pas les philosophes, l'autobiographie. Admirateur de la Geistesgeschichte (de) et de l'école critique fondée par Wilhelm Dilthey ainsi que de l'Histoire de l'autobiographie de Georg Misch, le gendre de Dilthey, Gusdorf polémiqua en 1975 contre l'approche à son sens formaliste de Philippe Lejeune et de son pacte autobiographique3. Georges Gusdorf reste attaché à une vision lucide de l’homme, qui est conditionné par son corps et le monde dans lequel il vit, mais qui est aussi capable de se détacher de ce déterminisme et de produire des œuvres où se manifeste sa liberté. Ces œuvres ne peuvent être réduites à des schémas formels, elles expriment un être personnel et avec lui tout un univers que l’on ne pourra jamais dévoiler entièrement et qui varie en fonction des individus, mais aussi des époques4. De 1966 à 1988, il publie chez Payot les quatorze volumes d'une vaste recherche encyclopédiste, Les sciences humaines et la pensée occidentale2. En 1968, peu en phase avec la révolte étudiante, il s'exile à l'université Laval, située à Québec, mais revient à Strasbourg, une fois le calme revenu. Georges Gusdorf affirme avoir en quelque sorte prévu l'explosion dans son ouvrage L'Université en question, paru en 19642. Georges Gusdorf a également enseigné à l'Université du Texas à Austin et à HEC Montréal. Une rue fut baptisée en son honneur sur la commune de Strasbourg en 2011.

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