Este é o último livro da terceira e última trilogia ambientada no Mundo Emerso. O enredo se inicia com o desenvolvimento do desfecho do livro anterior, com Adhara percebendo sua natureza e visualizando de modo mais claro seu objetivo.
O interessante é que os personagens, ao menos os de maior destaque, passam por conflitos sobre o certo e errado e sobre o real objetivo perseguido, principalmente se ele não está sendo desvirtuado pelos meios empregados.
Por ser a última visita do leitor ao Mundo Emerso, o enredo traz alguns cenários e personagens nostálgicos, que apesar de terem sua própria importância, não tiram o foco na narrativa principal.
É observado também uma desconstrução do antagonista, que antes era inabalável, e agora se torna incerto e fragilizado.
Algo que me incomodou um pouco foi a determinação de Adhara em salvar Amral, e faze-lo se tornar uma pessoa boa, apesar de todos os atos abusivos cometidos por ele. Me representou muito a ideia de que o homem precisa ter sua conduta corrigida por uma mulher, o que ignora o fato de que cada um é responsável pelos seus atos e evoca a ideia de que a companheira deve se portar como uma mãe e se responsabilizar pela má conduta do companheiro, o que é um completo absurdo.
Creio que não tenha sido a intenção da autora, e seja somente uma constatação pessoal.
No geral a leitura foi bem prazerosa e divertida, e provavelmente buscarei ler a trilogia seguinte da autora.