Asterix: O escudo arverno -

    Goscinny, Uderzo

    Record
    1985
    48 páginas
    1h 36m
    ISBN-10: 8501022934
    Português Brasileiro

    Abracurcix encontra-se doente e tem de fazer uma cura (acompanhado de Astérix e Obélix) nas termas da região de Arverne, onde os gauleses apresentam um estranho sotaque: pronunciam o jota e o x como che. Enquanto o chefe se encontra em tratamento os dois heróis travam conhecimento com Alambix e ficam instalados na sua casa. Entretanto Júlio César tem informações de que os habitantes da região de Arverne têm comportamentos revoltosos, e decide que se encontre o escudo de Arverne (escudo que pertenceu ao héroi gaulês Vercingetórix) de modo a fazer uma entrada triunfal, como em Gergóvia (local onde se dera a batalha entre romanos e gauleses, com a derrota destes últimos). Astérix tenta então impedir que os romanos encontrem primeiro que ele o escudo e juntamente com Obélix empreende uma busca...

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    Vai se tratar leitora14/06/2023Resenhou um livro
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    Dando continuidade ao meu projeto pessoal de leitura dos álbuns de Asterix, chegamos ao seu 11º álbum, publicado inicialmente na revista Pilote em 1967 e no formato de álbum em 1968. Esse álbum me dividiu entre gostar e não gostar. O início da história eu achei meio sem graça, com a questão do spa e das dietas, mas depois, conforme a história ganha a cara de uma investigação, ela fica bem mais interessante, nos levando a ficar pensando em quem terá afinal ficado com o escudo Arverno e a resposta, foi no mínimo inesperada, pelo menos pra mim. Porém, um outro ponto que eu não gostei foi algo que talvez à primeira vista passa uma ideia engraçada, mas quando você para pra pensar, na realidade, é racista. Em uma empresa que Asterix e Obelix visitam, existe um sistema de comunicação bem peculiar. Ao apertar um botão sobre a mesa, uma porta na lateral da mesa se abre e um homenzinho negro (com a aparência estereotipada, na minha opinião), sai correndo pra levar o recado até a pessoa para quem é destinada. Me parece algo saído dos desenhos dos Flintstones, que é da mesma época, então talvez venha daí a referência. A questão é que no desenho dos Flintstones, são animais e dinossauros que fazem esse papel e não outros seres humanos (até onde posso me lembrar), então no fim, apesar de serem similares, são situações bem diferentes. Não é a primeira vez que vejo passagens que eu acho racistas nos álbuns de Asterix. Eu sei que são um produto da sua época, mas acho que hoje caberia ás editoras que publicam os álbuns, acrescentar alguma nota sobre isso, discutindo essa questão. Novamente também deixo minha opinião de que deveriam haver notas de rodapé explicando as piadas que os autores fazem sobre os habitantes dos locais que Asterix e Obelix visitam, assim todo mundo conseguiria entender o sentido e achar mais engraçado. Enfim, de forma geral, recomendo a leitura, é um bom passatempo.

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