As histórias das Mil e Uma Noites é movida pela curiosidade: curiosidade do rei que sempre anseia pelo fim da próxima história e de vários dos personagens dos contos de Sherazade que chegam ao cúmulo de se arriscar a perder um olho para ter sua curiosidade satisfeita.
Essa é uma boa antologia que reúne pequenos contos que antes eram transmitidos oralmente pelo povo árabe, agora sintetizados na narrativa da personagem Sherazade que tenta a todo custo manter-se viva, um conto por vez.
Nesse primeiro volume do ramo sírio me perdi várias vezes durante as histórias tentando me lembrar quem estava contando o quê. Pois Sherazade começa a narrar uma história que foi contada por outro personagem que acaba ouvindo outra história do seu interlocutor que conta o que ouviu de alguém.
E como foi discutido no grupo de leitura: acaba se transformando em um "Inception" de contos, com uma história dentro da outra. Isso me deixou muitas vezes confusa e meio perdida, mas nada que atrapalhasse muito a experiência.
Ri de situações absurdas e inusitadas nas histórias e com certeza me diverti com esse primeiro livro.
Destaque para os contos: O corcunda do rei da China e O jovem manco e o barbeiro de Bagdá, que me causaram cólicas de tanto rir.
Tem uns pontos repetitivos que causam uma certa insatisfação, mas nada que me impedisse de seguir com a leitura.
Gostei do livro e logo lerei o próximo volume.
Recomendo essa experiência.