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    Viagens e aventuras do Capitão Hatteras - II (Livros de Bolso Europa-América #372) - O Deserto de Gelo

    Júlio Verne

    [Mem Martins] Publicações Europa-América
    1983
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-1: 0
    Português
    3.6
    20 avaliações
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    Viagens e Aventuras do Capitão Hatteras (em 2 volumes) / Voyages et aventures du capitaine Hatteras: Les anglais au Pôle Nord & Le desert de glace / Jules Verne ; trad. Pilar Delvaulx ; Ilustrações, desenhos (vignettes) por Riou. Mem Martins : Europa-América, 1983. - Vol.1: Os ingleses no Pólo Norte / Livros de Bolso Europa-América, #368. - Vol.2:O deserto do gelo / Livros de Bolso Europa-América, #372. ==== https://showlivros.wordpress.com/coleccoes/literatura/bolso-europa-america/

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    R .01/08/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Edição Rideel (Coleção Júlio Verne, 2001)

    Aventura empolgante sobre a conquista do Polo Norte, façanha ainda não alcançada no contexto de publicação da obra. Certamente muitos aventureiros desejavam esse marco, seja em sonhos ou em fracassos expedicionários, e Verne idealizou essa conquista para os ingleses através do Capitão Hatteras. A história tem elementos que considero atrativos em uma aventura, expressos em ambiente hostil e desconhecido, luta pela sobrevivência, encontro com animais até então pouco conhecidos, o dilema em escolhas que colocam em choque o racionalismo com a emotividade, diferentes percepções entre os homens levando a embate de vontades, atitudes sacrificiais, conquistas inusitadas, sobrevivência na base da resiliência, reviravoltas, descobertas chocantes de forma positiva ou não, e ainda uma disputa pelo objetivo. Ah, gostaria muito de ler também no texto integral, porque essa versão adaptada é só um quebra-galho para satisfazer minha curiosidade pela aventura. Na real, Verne tem mais de cem viagens fantásticas e é difícil encontra-las à disposição na forma como gostaria de ler. O texto é resumido, mesmo assim fiquei instigado. Essa obra tem algo inusitado que mostra um embate entre o autor e o editor que o patrocinava. Verne queria um desfecho épico, daqueles de heroísmo sacrificial em busca do objetivo, algo que impacta de forma legendária, mas o editor pediu o retorno de Hatteras, talvez para enaltecer mais sua pátria ou, quem sabe, supor novas aventuras para alguém emblemático. Estou só imaginando... Olha, esse embate aí acabou foi estragando o final. Não gostei do desfecho. Verne retornou o conquistador para o lar, porém, completamente matusquela. Eita! E pensar que o Capitão Hatteras emana carisma e imponência... Af! Não querendo comparar, mas imagina o Nemo ficando maluco no final do Vinte Mil Léguas... Esquisito, né! Tirando boa parte de seu brilho. Em linhas gerais, o Hatteras esquematiza uma expedição em segredo, sem se revelar de início à tripulação devido à má fama de frustradas e trágicas expedições anteriores. No Polo, tem embates com a tripulação naquele lance de racionalismo versus emotividade, ocorrem episódios dramáticos em relação à natureza e entre os homens, espaço ainda para uma velada disputa com expedicionário americano, objetivo alcançando-se no encorajamento que apenas loucos teriam e, enfim, o sonho realizado. Destaque também para o Duck, cachorro do capitão. Gostei. Ah, a conquista do Polo Norte foi coisa para o século XX, mas não com ingleses.

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    Jules Gabriel Verne Allotte profile picture

    Jules Gabriel Verne Allotte

    Júlio Verne nasceu em 8 de fevereiro de 1828 na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. Seu pai, Pierre Verne, era um magistrado de Provins. A proximidade do porto e das docas constituíram grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Em 1839, partiu para Índia como aprendiz de marinheiro, mas foi interceptado por seu pai em Paimboeuf, o que fez Verne prometer que viajaria

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    1.901 Seguidores
    Loire-Atlantique, França

    Jules Gabriel Verne Allotte