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    Silêncio! Alguém quer falar -

    poeta

    Scortecci
    2010
    62 páginas
    2h 4m
    ISBN-13: 9788536619279
    Português Brasileiro
    2
    1 avaliação
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    "[...] E assim, tudo que eu escrevo tem que ter um motivo, uma razão, um acontecimento[. E]u vou buscando no dia a dia movimentos de tudo [o] que acontece nesta vida[,] e no entanto[,] como eu gosto de fr[i]sar os melhores momentos desta vida e o do sorriso [,abraço?], agradecimentos[,] pois e[n]fim o mais especial e importante é[,] sem d[ú]vida[,] o do Amor. [...]" Lampejos poéticos de um novo autor osasquense, que procura captar as essências do cotidiano, algo pessoal como o próprio autora assim o determina, numa cadência poética que, inadvertidamente da inconsciência, busca, sem conhecimento do poeta, o tautológico que outrora bem conhecemos por intermédio de Alberto Caiero. No entanto, com a busca de significar o tempo atual. [A presente edição, diga-se de nota, possui uma cadência bastante complexa, não podendo saber determinar onde há a intencionalidade do autor em inovar a gramática, ou se neste reside um pouco cuidado editorial, mas vale, nesta, o exercício filológico].

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    Douglas Lopes De Melo picture
    Douglas Lopes De Melo18/02/2013Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Boa intencionalidade poética do autor, mas o cuidado editorial...

    Toda publicação é uma publicação, certo? Reflete, não só o estado de espírito do autor, mas também de um monte de outras pessoas diretamente envolvidas na confecção de um livro. Filólogos bem o sabem que livros passando nas mãos de editores cuja formação não seja essencialmente beletrista e substancial, intervem no texto de forma a, possivelmente, descaracterizá-lo... As obras que saem no mercado a respeito de Pessoa são exemplos bem latentes, cuja problemática está bem inserida na crítica literária, de igual modo. Pois bem, refiro-me a essa experiência de leitura "anônima", cuja precedência foi de um exemplar cedido de próprio punho do autor de cortesia que - graças a - foi devidamente engavetado, antes que eu tomasse severo juízo acerca do seu domínio da linguagem escrita ("Voltando agora [a] dizer[:] desculpe-me[,] minha gramática não [é] tão boa, mas eu não me preocupo com isto[. S]ei o quanto é importante as v[í]rgulas, as rimas etc[, P]ois este tempo todo de minha vida só concluí o [E]nsino [M]édio, e o meu único recurso[,] na verdade[,] foi o dicionário e[,] assim[,] volto a dizer[,] o importante[,] para mim[,] é isto: PENSAR [é?] ESCREVER.", saudações do autor, contracapa, intervenções minhas no texto original, algumas dubitáveis). Não quero fazer juízo da poesia desta nova presença nos círculos da GSP a partir da sua inexperiência íntima com a gramática. Bem lembremos que as editoras têm a sua parcela de responsabilidade em catapultar novos talentos, de acordo com um comum cuidado textual. Falo isso em virtude - e filólogo bem o sabe - da página catalogáfica, onde a editora se isenta de um projeto gráfico profissional: "O conteúdo desta obra é de responsabilidade do(a) autor(a), proprietário(a) do Direito Autoral", o que prova isso ser bastante protocolar em publicar o texto, tal como entregue... Saber se houve uma condescendência editorial em transpassar impropriedades ortográficas, como as muito por mim visadas - e, me desculpe o autor, assinaladas a lápis - sem uma consulta e vistas com o autor. Antes que digamos que a avaliação desse livro soe até indigna, façamos a nossa ressalva, pensando em autores como os de Pessoa, com textos por muito interminados e não-definitivos. O registro, nesta obra aqui, existe, e é imutável... E o autor assina por uma faceta (não sejamos ilusórios, pensando no caso da heteronímia, mas quem sabe?) que a temática, que bem me aprouve encontrar, achou na tautologia emocional de Caeiro e na bucolicidade de Reis um (distantíssimo) paralelo. Digo isso em razão de poemas como "A mesa" (p. 11): "Esta sem nenhum cardápio, sem nenhum talher / Sem nenhuma toalhinha, sem nenhum guardanapo / A mesa (...)", poderíamos aqui com nosso juízo trazer a palavra "Está", começando, mas quem diga que ali não exista realmente um demonstrativo? Um acento que faria desvirtuar o poema? Pode ser... Outro preclarado exemplo, "Abraço" (p. 12): "(...) E claro!.. o abraço de hoje / E apenas um carinho (...)", torna-se quase impossível determinar um "E" ou um "É" nos dois casos, pois ambos funcionam muito bem, em todas as combinações possíveis. Outro exemplo (aí, sem dúvida, uma intencionalidade pessoal em tentar desvendar a partir desse original) é "Indignação" (p. 26): "(...) O sexo[,] o amor se promovem / Brigão[?] por uma profissão (...)" afinal, a cadência é de se falar de duas personalidades que digladeiam ("[Brigam?]"), ou de qualificativos que se envolvem numa disputa ("[Brigões?]"). Aqui, notadamente, a falta de uma conversa com o autor revelaria o imediato estado de espírito capaz de dissolver essas dúvidas. Muitos outros detalhes poderiam ser apontados, mas não devemos nos sentir condescendentes em compaixonar com a editora que permitiu passar os mais diversos "historia" nos textos, ou "está" hipercorrigido pelos originais onde de forma nenhuma vigoraria, nem na oralidade, mas salientemos que o que impera, na hora de leitura que se dedica a esa sucinta obra, é a temática dissolvente no cotidiano do subúrbio, que só não chegará ao grande público e a um possível e distante criticismo literário que a consagre como "a poesioa cotidiana do início do novo milênio em Osasco", em razão de uma falta de profissionalismo da editora em ofertar auxílio para uma melhor recepção - em públicos leitores que chiam inadvertidamente com um "de mais" no texto, capaz de levar a obra toda na fogueira. (por fim, fica a minha estima que, se algum dia, não num futuro muito distante, essa obra passe por idôneas mãos que saibam melhorá-la, mas sem desobrigar o autor dos originais em fazer a sua exegese. Estando com ele ainda - e estarei - muito me disporei a conceder todos os apontamentos presentes em meu exemplar.)

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    Paulo Sergio Marques

    OLÁ SOU UM ARTISTA INDEPENDENTE..ESCRITOR/POETA/COMPOSITOR/MUSICO/E CRIADOR DE QUADROS MOSAICOS..

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