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    Um aconchego de solteirão -

    Honoré de Balzac

    Guimarães
    1950
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    4 avaliações
    Leram1Lendo2Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados1Avaliaram4

    La Rabouilleuse, título francês do livro, é uma novela de 1842 incluída nas Cenas da Vida Provinciana, volume VI de A Comédia Humana. Publicada inicialmente com o título de Un ménage de garçon (que deu origem ao título em português Um Conchego de Solteirão), recebeu seu título definitivo em 1843. O romance descreve um conflito de dimensões bíblicas, como o de Esaú e Jacó, entre dois irmãos com personalidades diametralmente opostas e destinos divergentes. A crítica moderna é unânime em reconhecer em Um Conchego de Solteirão uma das obras mestras de Balzac. É o único romance dele incluído numa lista de 2014 dos cem melhores romances de todos os tempos do The Guardian. (Dados retirados da Wikipédia)

    Edições (1)

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    jota 11 picture
    jota 1104/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    MUITO BOM: é Balzac contando uma (longa) história familiar cheia de detalhes, mas que cativa profundamente o leitor

    Lido entre 23/11 e 03/12/2021. Avaliação da leitura: 4,7/5,0 Penso que Os Dois Irmãos, um dos títulos que Balzac teria dado para essa história, ficaria melhor do que Um Conchego de Solteirão, que é como ela está registrada no volume 6 de A Comédia Humana, da editora Globo, texto que efetivamente li. É uma narrativa longa, com diversos personagens, que tem lugar em Paris e também numa cidadezinha do interior francês, Issoudun, que existe ainda hoje. Tudo começa na capital francesa onde vive a outrora rica viúva Ágata Rouget, juntamente com sua tia, a sra. Descoings, inveterada jogadora da loteria francesa, que acaba empobrecendo a sobrinha com seu vício e suas dívidas. Com as duas vivem os filhos de Ágata, Felipe e José Brideau, jovens completamente diferentes entre si, não apenas fisicamente, também pelo modo como pensam e agem. O mais velho, o desregrado Felipe, que se torna um rapaz de bela estampa, pensa em ser militar, mas é gastador e pouco confiável. José, feio, tímido e desajeitado tem pendores artísticos, deseja ser pintor. A mãe não vê utilidade alguma na pintura e tem preferência pelo mais velho, a quem perdoa as falcatruas e ainda acaba pagando suas dívidas, no que conta com a ajuda até mesmo de José, empobrecendo-os mais ainda. Sem recursos, Ágata recorre ao irmão João-Jacques Rouget, o solteirão do título, que vive em Issoudun, e a quem o pai deles, dr. Rouget, deixou praticamente toda sua herança porque não aprovava o casamento da filha com Brideau. Mas Ágata encontra empecilhos na presença de uma garota, Flora, que fora adotada (ou criada) por João-Jacques; a moça conta com a ajuda de Maxêncio Gilet, um aventureiro e seu namorado (ou amante). Ambos têm planos de tomar a fortuna de João-Jacques, fugir para Paris e gastar o dinheiro do solteirão. Desse modo, a visita a Issoudun resulta em fracasso: Ágata e José são humilhados no vilarejo e retornam a Paris. Sabendo da história toda, Felipe vê nisso uma chance de finalmente enriquecer às custas dos bens do tio João-Jacques e da herança da mãe, em posse do tio. Mas tem de enfrentar os amantes Maxêncio e Flora. Nesse ponto já estamos caminhando para a parte final da história; então ficamos curiosos para saber como tudo irá se resolver. Se os interesseiros Flora e Maxêncio serão castigados, se os bondosos (ou tolos) Ágata e José terão direito à herança do solteirão Rouget, se o grosseiro Felipe finalmente se tornará um filho amoroso e correto. Ou se nada disso se dará... Bem, mais do que esse resumo extremamente reduzido da narrativa, importa deixar registrado aqui que Balzac, como todo mundo (que aprecia boa literatura) já sabe, é um exímio contador de histórias, então o livro, que é cheio delas, de diversas subtramas em torno da trama central, proporciona enorme prazer ao leitor, dispensando assim a enumeração de todas as qualidades de Um Conchego de Solteirão. Ou Aconchego...

    11 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 4
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas75%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Honoré de Balzac profile picture

    Honoré de Balzac

    Foi um renomado escritor francês. Uma de suas principais obras foi A Comédia Humana, série de romances notáveis e contos em que Balzac demonstra as principais características de seu estilo literário: sentimentos, realidade social, descrições minuciosas, cotidiano da vida burguesa, imaginação e valorização das paixões humanas. Passava aproximadamente 15 horas por dia escrevendo movido a muitas xícaras de café. Casou-se no ano de sua morte com uma polonesa, Eveline Hanska, com quem manteve contato por carta por aproximadamente 15 anos.

    219 Livros
    382 Seguidores

    Honoré de Balzac