Partindo da premissa de que a organização econômica desempenha um duplo papel numa sociedade livre - de um lado porque a liberdade econômica é parte da liberdade em seu sentido mais amplo; de outro, por ser um instrumento indispensável à obtenção da liberdade política -, Friedman coloca o capitalismo competitivo como o sistema mais eficaz de organização econômica. Numa avaliação histórica, observa uma relação estreita entre a expansão da liberdade e o desenvolvimento do capitalismo, embora tivesse havido exceções como a Itália fascista e a Alemanha de Hitler. Considerado o livro-síntese do seu pensamento econômico, Capitalismo e Liberdade mostra que o fim último das organizações sociais é a liberdade do indivíduo e, nesse sentido, os problemas éticos são de responsabilidade de cada um. As atividades econômicas de um grande número de pessoas, no entanto, respeitas as liberdades individuais, só podem ser reguladas por um sistema de mercado. Ao contrário de certas tendências de algumas economias capitalistas, que defendem a intervenção do Estado no sistema de mercado para que possa expandir o bem-estar social, para Friedman, a não interferência do Estado é a melhor alternativa para a solução dessa questão. O Governo deve se ater, exclusivamente, à função de determinar as regras do jogo e constituir-se no árbitro para interpretar e fazer vigorar as regras estabelecidas: proteger a liberdade dos indívíduos, preservar a lei e a ordem e reforçar e promover os mercados competitivos.
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Milton Friedman
Foi um dos mais destacados economistas do século XX, sendo inclusive condecorado com o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1976, um dos mais influentes teóricos do liberalismo econômico. Principal nome da Escola Monetarista e membro da Escola de Chicago, além de defensor do laissez faire e do mercado livre, muitas de suas ideias foram aplicadas na primeira fase do governo Nixon e em boa parte do governo Ronald Reagan. Foi pai do teórico David Friedman.
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