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    A Vida dos Vertebrados -

    Pough, F. Harvey; Heiser, John B.; Janis, Christine M.

    Atheneu Sp
    2008
    750 páginas
    1d 1h 0m
    ISBN-14: _9788574540955
    Português Brasileiro
    4.6
    78 avaliações
    Leram159Lendo99Querem358Relendo6Abandonos10Resenhas2
    Favoritos11Desejados358Avaliaram78

    A Vida dos Vertebardos tem se mostrado um instrumento de grande valia nos cursos de Ciências Biológicas ao longo desses últimos anos, pois os textos abordam diferentes aspectos da biologia, morfologia e fisiologia dos Chordata, com maior ênfase àqueles relacionados aos Vertebrata, tanto na perspectiva filogenética como na conservação das espécies viventes. Um dos motivos do sucesso desta obra é o fato dos conteúdos, das diferentes áreas da Biologia, serem apresentados em uma linguagem fluente, agradável e de forma integrada, o que permite uma visão ampla e, ao mesmo tempo, aprofundada dos temas, o que cativa diferentes leitores, do iniciante da graduação aos pós-graduandos dos Cursos de Biociências. Nessa edição, os autores ousaram reformular a sequência dos temas em relação às edições anteriores no sentido de facilitar a sua integração nos diferentes grupos de vertebrados. Esse rearranjo considerou a apresentação de novos grupos fósseis com reorganização de algumas filogenias, principalmente de grupos mais basais dos Sauropsida e Synapsida. Os autores avançam também na terminologia filogenética eliminando o termo anamniótico e colocando em seu lugar o termo não-amniótico, e adotando o termo não-aves para grupos ancestrais mais próximos de Aves. Os temas relacionados à filogenia e à biologia dos Vertebrata foram atualizados tendo como base bibliografia recente e reconhecida. Portanto, uma nova leitura é apresentada sobre esses temas, principalmente, no grupo dos Sauropsida e da irradiação dos hominídeos. A equipe de pequisadores e professores, incumbida tanto do trabalho de tradução como de assessoria desta obra, manteve-se fiel ao conteúdo e estilo dos autores. Nesta edição, assim como nas anteriores, os tradutores cuidaram da uniformização dos termos anatômicos respeitando as normas das Nomimas Anatômicas Veterinária, Ave e Humana. É o caso do termo pelvino, por exemplo, cunhado da palavra latina pelve. Como o termo pélvico, mais difundido e conhecido dos alunos, também se mostra adequado, esses dois termos são apresentados ao longo dos textos no sentido de ampliar o vocabulário técnico-científico do aluno de Ciências Biológicas. Outro cuidado em relação aos termos anatômicos foi o respeito às especificidades das Nominas dos diferentes táxons. Por exemplo, seguindo a orientação do especialista em Aves, adotou-se os termos anterior e posterior para designarem, respectivamente, membros peitorais e pelvinos das Aves. Já para o restante dos táxons adotou-se os termos peitorais e pelvinos ou pélvicos registrados nas Nominas Anatômicas para as nadadeiras e membros pares dos diversos grupos de vertebrados. Os tradutores e assessores da 4ª edição de "A Vida dos Vertebrados" objetivam com as interferências citadas contribuir na atualização dos temas relativos aos Chordata e no processo de aprendizagem dos alunos do ensino superior da área Biológica.

    Resenhas (2)Ver mais
    João Paulo Hoppe picture
    João Paulo Hoppe20/04/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Referência no estudo dos vertebrados

    Que atire a primeira pedra aquele que, quando falado sobre biologia ou zoologia, não pensa imediatamente em um vertebrado, provavelmente um mamífero de grande porte. Tudo bem, ainda tomarei algumas pedradas, mas é fato: para a maioria das pessoas, “biologia” está de forma irrevogável associada a vertebrados. Esperado pelo fato de sermos vertebrados, mas tantalizador frente à imensa variedade de invertebrados, que compõe bem mais que a metade das espécies que existem e já existiram. Bom, o livro é aproximadamente do mesmo tamanho que os mais populares livros de zoologia de invertebrados, como o Barnes e Brusca & Brusca. O diferencial é que é mais espaço para tratar de menos tópicos. E o espaço é aproveitado? Pode-se dizer que sim, pode-se dizer que não. Eu, que gosto do estranho e que foge do normal, fiquei esperando mais por “animais estranhos”. Pangolins, tuataras, gonfotérios e seus companheiros curiosos não ganham mais destaque que algumas menções. Em contrapartida, o nível de detalhamento dado à fisiologia, evolução e comportamento é mais do que suficiente. É um excelente livro de referências, e um bom primeiro passo. É legal também ver o estado-da-arte na época da revisão do texto. Por exemplo, Neil Shubin e colaboradores já tinham feito sua viagem à Ilha Ellesmere, em busca de evidências da evolução dos tetrápodes, o que é relatado, mas o Tiktaalik ainda não havia sido descrito. Um ponto fraco é a falta de uma revisão melhor. Em muitas partes do texto há erros de concordância, em especial em capítulos não inclusos na edição anterior. Não raro, a frase perde completamente o sentido a não ser que se traduza, literalmente, para o inglês. Nos parágrafos finais, no capítulo sobre impacto na diversidade de vertebrados pela espécie humana, há uma mudança de estilo. De uma impessoal terceira pessoa, o autor muda para uma triste primeira pessoa, lamentando o fato de a diversidade estar sendo destruída pelas alterações antrópicas. Cita com tristeza ter visto, na Ilha de Maurício (cujo falcão local foi restaurado habilmente pelas mãos de Carl Jones, conforme relatado em O Canto do Dodô), os últimos exemplares de uma espécie de ave, condenadas à extinção num futuro não muito distante. Um bom livro, indispensável para a formação de um biólogo. PS: O periquito repetidor, caso seja o Psittacula eques echo, ganhou um final feliz. É uma das espécies que foram salvas da extinção através de programas de conservação biológica. Contudo, para cada espécie salva, milhares são extintas. O modo de agir deve mudar, caso contrário, essa sexta extinção em massa deixará o evento do final do Permiano pequeno. PS2: Holy shit! A mesma pessoa que restaurou o falcão das Ilhas Maurício foi quem salvou o periquito repetidor da extinção! All hails Carl Jones!

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