Manual de Roteiro - Ou Manuel, primo pobre dos manuais de cinema e tv

    Leandro Saraiva, Newton Cannito

    Conrad
    2009
    239 páginas
    7h 58m
    ISBN-10: 8576160544
    Português Brasileiro

    Curva dramática, plot, pontos cruciais e ponto de clímax. Tais denominações são próprias de quem faz ou escreve roteiros para o cinema e televisão, mas apesar do título esse livro não é um simples guia. A Conrad Editora relança o livro Manual de roteiro, totalmente repaginado e, desta vez, com apresentação de Fernando Meireles, o diretor de Cidade de Deus. Este livro foi escrito para servir de apoio a um curso de roteiros que usava a série Cidade dos Homens, na qual o diretor esteve envolvido. O que mais diferencia e torna este trabalho interessante é o fato de não estar apoiado no modelo da indústria norte-americana, mas também não olhar essa indústria com preconceito. Os autores mostram ainda como a maioria dos livros de roteiro ficam presos ao recurso do diálogo. Contrapondo a isso, eles afirmam que para escrever para cinema, vídeo e televisão é preciso saber antecipar uma narrativa composta por elementos visuais que já devem estar previstos no roteiro. Por isso, em vez de descobrir as habituais fórmulas mágicas, o leitor deste manual vai entender que não existe o modelo, e sim modelos. Que não há receitas, mas possibilidades narrativas. Os autores dissecam essas possibilidades com base em exemplos concretos e mostram, a partir deles, que um bom roteiro não se faz seguindo fielmente as fórmulas nem apenas rompendo com elas e procuram escapar do caráter normativo característico de qualquer manual preferindo uma conversa sugestiva. 'Não fornecemos receitas de bolo. Por favor, não insista.' Segundo os próprios autores, este é um Manual que já nasceu com crise de identidade. Na verdade, os próprios autores desconfiam bastante da maioria dos manuais de roteiro que existem por aí. Para os autores, Leandro Saraiva e Newton Cannito, a escrita de um roteiro depende basicamente de processos individuais e que não podem ser reduzidos a regras absolutas. Para eles os manuais de roteiro americanos costumam confundir roteiro com auto-ajuda, ou manuais do tipo 'faça você mesmo'. Esse livro segue outro caminho e ao invés de impor regras, ensina o roteirista a criar suas próprias regras.

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