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    A Hora Das Bruxas I - Série Bruxas Mayfair - Livro 1

    Anne Rice

    Rocco
    1997
    490 páginas
    16h 20m
    ISBN-13: 9788532505852
    Português Brasileiro
    4.1
    3206 avaliações
    Leram5769Lendo429Querem6637Relendo33Abandonos338Resenhas199
    Favoritos14Desejados6637Avaliaram3206

    A Hora das Bruxas I: As Bruxas Mayfair Após desfilar a fascinante galeria de vampiros e múmias que a tornaram uma das mais famosas escritoras americanas, Anne Rice mergulha no universo da bruxaria em A Hora das Bruxas. Considerada uma das maiores escritoras de terror erótico, Anne Rice mistura com equilíbrio elementos góticos e modernos, numa narrativa romântica, de extrema crueldade, mas de paixões arrebatadoras. Em A Hora das Bruxas, a autora mais uma vez exorciza seus demônios e fantasmas, narrando a saga de uma família que em quatro séculos vive entre feitiçaria e forças ocultas. A família Mayfair é o ponto central de uma dinastia de bruxos, que cresceu e prosperou dedicando-se à magia negra. Entre os Mayfair, convive-se pacificamente com o incesto, os assassinatos e com o espírito meio divindade celta, meio demônio, chamado Lasher. O romance se desenrola cronologicamente para a frente e para trás, passando por Nova Orleans e São Francisco atuais e deslocando-se até o Haiti ou a um castelo na França de Luis XIV. As bruxas de Anne Rice não pilotam vassouras: são mulheres mafiosas, ocultas sob uma delicadeza fútil. Para elas, a bruxaria é a ciência mais confiável. Desde o final da década de 60, quando especializou-se na "síndrome da jugular", a autora de "Entrevista com o Vampiro" angaria legiões de fãs que aumentam dia após dia.

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    Resenhas (199)Ver mais
    Márcia Neves picture
    Márcia Neves07/10/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O legado dos Mayfair é o talento da Anne Rice.

    Achar um livro com uma trama forte, vivida por personagens perturbadoramente reais não é fácil. E quando acontece é extremamente importante apreciar cada segunoa da leitura. Você sempre poderá reler o livro, claro, mas não há nada como as surpresas da primeira leitura, quando a cada virar de páginas você se depara com uma reviravolta maior que a outra, ou simplesmente com uma frase completamente brilhante. E esse livro é repleto, uma festa, de frases e trechos brilhantes. A história da família Mayfair é algo sórdida, real, inebriante, tanto que é difícil por vezes se lembrar de que é apenas imaginação. O leitor pode se pegar sentindo emoções reais sobre personagens fictícios e suas vidas catastróficas. Anne Rice divide a história em vários pedaços, que na verdade são uma coisa só. A cada capítulo, longo o suficiente para fazer você pensar que passa horas em cada um, ela nos apresenta um personagem ligado ao clã Mayfair. Cada um deles conta de alguma maneira detalhadamente sua versão sobre os casos e fofocas relacionadas à família. Não há uma aventura. Não se trata de um livro divertido, que proporciona um passatempo agradável. Recomendo apenas para quem gosta de apenas e ler e viver o que está lendo. A base fundamental da vida dos Mayfair é fragmentada e apresentada nesse primeiro volume do livro. São quase crônicas sobre um único tema central. Anne Rice nos empurra sua imaginação guela abaixo através de relatos de seus personagens. Geralmente me irrito quando me acostumo com a personalidade de um personagem bem feito, sólido, e de uma outra para outro (ou de um capítulo para o outro) o foco muda desse personagem e me vejo forçada a ter que conhecer e me acostumar com outro totalmente diferente do anterior. Há uma leve faixa que amarra histórias deste tipo, e está na qualidade de todos os personagens. Ora, não vou ficar frustrada por muito tempo se o novo personagem que acompanho também for muito bom. E é isso o que acontece aqui. Para mim, o grande triunfo do livro está na habilidade que a autora teve de firmar os personagens na história. Até a pobre Deirdre Mayfair, um vegetal recolhido eternamente em sua varanda, está assombrosamente presente na trama inteira, juntamente com seus antepassados já mortos a muito. Outra particularidade que me surpreendi gostando foi da ideia de contar por detalhes através de documentos do Talamasca, o passado do clã Mayfair. Enquanto na primeira metade do livro, os diversos personagens cuidam de nos informar fragmentadamente as fofocas e suspeitos sobre o clã, da segunda metade para o fim, o leitor se depara com páginas e mais páginas de um documento detalhado sobre o mesmo assunto. Nunca gostei desse tipo de coisa e me irrito ate mesmo com livros escritos em formato de cartas. Geralmente quando a história tem essa forma, me sinto de fora e não crio laços com o livro. Com a Anne a história é outra. Não poderia imaginar um jeito melhor de escrever que o dela. Não em sinto de fora, muito pelo contrário, é como se eu estivesse a cima do ombro do personagem que está lendo os documentos. É como se a Rice dissesse: "Venha, querida leitora, sente-se aqui e faça parte da minha história." . Preciso dizer mais alguma coisa?

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