As considerações iniciais do livro A Abertura dos Portos na Bahia remetem à "lei da ilegalidade", tema que o autor considera extremamente sedutor, no estudo do período colonial, apenas aflorado nas páginas iniciais do trabalho em consideração. Lembra, por oportuno, que o desrespeito em relação ao comércio clandestino era tamanho que chegava a ponto de burlar leis, decretos, alvarás, cartas régias e avisos. O monopólio do pau-brasil, reservado à Coroa, não era levado na devida conta, nele se envolvendo comerciantes e capitães de navio. Daí W. Pinho concluir que portos fechados não significavam portas trancadas. Com efeito, impedir e policiar portos brasileiros era uma tarefa onerosa, difícil de ser cumprida, pois os "culpados" do comércio clandestino jamais eram identificados.
A Abertura dos Portos - Cairu, os Ingleses, a Independência
Wanderley Pinho
Empresa Gráfica da Bahia
2008
92 páginas
3h 4m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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