A HQ dá continuidade à "Batman Abduzido", onde o Morcego se viu às voltas com um vilão que usava a sedução do tema ETs, com drogas e manipulações, para submeter o povo à sua vontade. Batman fora afetado por essas drogas e passara a ter sensações e visões que interferiam em sua vida (estava submisso à estímulos planejados). A HQ concluiu na descoberta desse plano, deixando algumas lacunas sem respostas aparentes.
"Batman Área 51" vai nessa sequência, com a história revelando uma cadeia maior de manipulação do povo. O vilão da outra HQ, chamado Excêntrico, era apenas uma manifestação de outro plano de projeção global de dominância, com a lavagem cerebral e centro de comando na Área 51. Havia esse planejamento e a questão da base é explorada por ser um local fomentador de sonhos, obviamente direcionados para pretensões egoístas. Tem um fundo verdadeiro aí: a ilusão é uma porta e ferramenta favorável à certos caminhos...
O direcionamento é o mesmo da primeira HQ: valorização de um sonho, que oculta uma ilusão e revela na prática uma manipulação ante à sujeição. Algo que as drogas fazem (como ressaltei na outra resenha) e as pretensões ocultas pelo poder revelam. Fiquei instigado para reflexão nesses pontos e talvez por isso o Morcego esteja dando uma de Pensador de Rodin na capa.
Uma curiosidade besta: na ilustração da página 8 pensei, de início, que o gorila estava chutando o Morcego (o que seria uma estranha anatomia, mas viável de se pensar) e só percebi meu erro quando tinha terminado a leitura da HQ. Coisa besta, mas registrei. Olha aí, falando de ilusão...