Um menino numa cama de hospital. Uma casa de bonecas. Fantoches que cantam. O real e o imaginário irão se encontrar, pois uma mente solitária é sempre a mais dançante. Livro escrito aos 18 anos da autora, em 2005.
Um menino numa cama de hospital. Uma casa de bonecas. Fantoches que cantam. O real e o imaginário irão se encontrar, pois uma mente solitária é sempre a mais dançante. Livro escrito aos 18 anos da autora, em 2005.

Após abandonar os estudos de artes plásticas e enfermagem na UnB, tornou-se uma hikikomori, o que rendeu uma grande produção de livros. Quando começou suas experiências de ocultismo, aos 13 anos, iniciou-se o período mais significativo de seus escritos. Aos 17 anos, após um contato profundo com o sistema Abramelin, veio o desejo de se tornar uma noviça na igreja. Mas pouco depois de sua conversa com as freiras da igreja Dom Bosco, ela teria contato com o budismo, o que lhe acarretaria uma mudança na temática de seus livros. Dedicou-se a um estudo sério do budismo theravada e a práticas de meditações. Nessa época ocorreu a maior parte de sua produção literária, assim como a sua inclinação ao monasticismo. Através de um estudo autodidata, correspondência com monjas da Inglaterra do mosteiro Amaravati e o contato com o Templo Shin Budista Terra Pura de Brasília, viria a se inteirar sobre a filosofia. Aos 18 anos, interessou-se pelo jainismo e foi instruída pelos jainas indianos. Seu desejo de se tornar uma monja jaina na ONG Veerayatan, na Índia, não poderia ser concretizado a longo prazo, o que a levou a um período de reclusão para a realização de meditações, estudos e práticas ascéticas. No ano seguinte, realizou um projeto com um amigo, que consistiu numa junção de RPG,ARG, arte, literatura e ocultismo. Essa experiência influenciaria seus dois livros mais recentes. Nessa época ela teve grande interesse pela filosofia ocidental. Decidiu iniciar um novo período de isolamento e fez um voto de silêncio para dedicar-se em tempo integral ao estudo de filosofias e desenvolvimentos de práticas que resultariam na inspiração necessária. Assim surgiu a Teoria das Lentes, que é apresentada em Velevi.