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    Evelina - Or the History of a Young Lady's Entrance into the World

    Fanny Burney

    Penguin Books
    2012
    500 páginas
    16h 40m
    ISBN-13: 9780141198866
    4
    14 avaliações
    Leram19Lendo2Querem92Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados92Avaliaram14

    In this comic and sharply incisive satire of excess and affectation, beautiful young Evelina falls victim to the rakish advances of Sir Clement Willoughby on her entrance to the world of fashionable London. Colliding with the manners and customs of a society she doesn't understand, she finds herself without hope that she should ever deserve the attention of the man she loves. Frances Burney's first novel brilliantly sends up eighteenth-century society - and its opinions of women - while enticingly depicting its delights.

    Resenhas (2)Ver mais
    Luíza Dias picture
    Luíza Dias11/08/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Precursora de Austen

    Evelina é uma jovem garota que fará sua entrada ao mundo. Era um costume típico nas culturas europeias, “to come out”, isto é, ser apresentada aos espaços públicos, evidenciando sua disposição a um possível casamento. Mas Evelina possui um problema: ela não é reconhecida como filha legítima. Seu pai, Lorde Belmont, praticamente rasgou a certidão de casamento com a mãe de Evelina. Não-reconhecida pelo pai e órfã de mãe, Evelina é criada pelo reverendo Villars, que a educa sob preceitos cristãos no interior da Inglaterra. Dezoito anos depois, a avó materna de Evelina, Madame Duval, vai à Inglaterra com a intenção de reconhecê-la. Evelina, neste momento, está indo para Londres pela primeira vez com a família Mirvan, composta pela dócil Mrs. Mirvan, pela amiga e confidente Maria Mirvan e pelo capitão Mirvan (homem que odeio profundamente). O livro é cheio de situações constrangedoras que me fizeram fechar o livro várias vezes com a intenção de respirar fundo até que a vergonha alheia passasse. Evelina, nada acostumada com a vida londrina, conta-nos as normas sociais. Nós a vemos crescendo, aprendendo com os erros e, de jovem tímida, a cada situação torna-se mais assertiva. Por sua posição incerta, Evelina transita entre a alta e “baixa” classes. Entramos em contato com os mais diversos tipos: o conservador reverendo, a progressista Mrs Selwyn, a impolida família Branghton, o libertino Sir Willoughby (suspeito que foi daqui que Austen tirou a inspiração para o personagem homônimo), o educado Lord Orville. O livro, apesar de ser divertido por vários pequenos incidentes (pequenos na nossa visão, de século XXI, mas ENORMES para a sociedade da época), me incomodou em certas partes. Apesar de Frances Burney ter dito no prefácio que os acontecimentos são verossímeis, achei difícil engolir alguns. Além disso, também fiquei muito incomodada com as atitudes do Captain Mirvan, que não beiram a violência, mas ultrapassam-na. Porém, sei que homens como o Captain Mirvan existem até hoje. É um livro divertido, no geral. Fiquei feliz pela Evelina no final!

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 14
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Frances Burney profile picture

    Frances Burney

    Frances Burney, também conhecida como Fanny Burney e depois de seu casamento como Madame d'Arblay, era romancista, cronista e dramaturga satírica inglesa. Ela nasceu em Lynn Regis, hoje King's Lynn, Inglaterra, em 13 de junho de 1752, filha do musicista e pesquisador de música Dr. Charles Burney (1726-1814) e sua primeira esposa, Esther Sleepe Burney (1725-1762). Terceira dos seis filhos de sua mãe, ela foi autodidata e começou a escrever o que chamava de "rabiscos" aos dez anos de idade. Em 1793, aos 41 anos, casou-se com um exilado francês, o general Alexandre D'Arblay. Seu único filho, Alexander, nasceu em 1794. Após uma longa carreira como escritora, ela viajou, período durante o qual ela ficou presa na França por causa da guerra por mais de dez anos. Estabeleceu-se em Bath, Inglaterra, onde morreu em 6 de janeiro de 1840. Burney escreveu quatro romances, dos quais, o primeiro, Evelina (1778), foi o mais bem-sucedido e continua sendo o mais conhecido. Ela também escreveu várias peças, a maioria nunca apresentada publicamente em sua vida, um livro de memórias de seu pai (1832), e deixou grandes quantidades de cartas e diários, que foram gradualmente publicados desde 1889.

    6 Livros
    17 Seguidores
    Norfolk, Inglaterra

    Frances Burney