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    A luz no subsolo -

    Lúcio Cardoso

    Civilização Brasileira
    2003
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-10: 8520006299
    Português Brasileiro
    3.9
    63 avaliações
    Leram89Lendo4Querem173Relendo1Abandonos6Resenhas7
    Favoritos8Desejados173Avaliaram63

    Publicado originalmente em 1936, A luz no subsolo é uma obra altamente introspectiva, que revela obsessão do autor pela morte. Terceiro livro de Lúcio Cardoso, caracterizou uma ruptura com as obras até então publicadas. Romance psicológico, este livro mostra um Lúcio Cardoso desesperado com a inevitabilidade da morte e a necessidade de se acreditar numa outra existência, uma vida em outro tempo e dimensão. Essa marca católica, no entanto, conflitava com sua repulsa pelo tradicionalismo mineiro. Mário de Andrade chegou a dizer: Seu livro é um forte livro. Compreendi perfeitamente a sua finalidade de repor o espiritual dentro da materialística literatura de romance que estamos fazendo agora no Brasil. Deus voltou a se mover sobre a face das águas. A luz no subsolo trata da loucura que se abate sobre um casal, Madalena e Pedro, após a chegada da nova empregada, Emanuela, disputada pelo patrão e seu cunhado, Bernardo. A chegada da sogra de Madalena, Adélia, amplia os conflitos. Uma trama onde o que importa é a sensação de que a realidade são as trevas de um subsolo no qual vemos tudo de forma confusa e distorcida.

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    Resenhas (7)Ver mais
    Laura Maria Vieira Pereira picture
    Laura Maria Vieira Pereira23/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Romance de extrema grandeza psicológica. Eis um mineiro que escrevia como um russo. Como os grandes autores russos.

    13 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 63
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas8%
    Joaquim Lúcio Cardoso Filho  profile picture

    Joaquim Lúcio Cardoso Filho

    Lúcio Cardoso nasceu em Curvelo, Minas Gerais, a 14 de agosto de 1912 e faleceu em 28 de setembro de 1968 no Rio de Janeiro Devido ao assunto de seu primeiro romance foi agrupado entre os regionalistas; entretanto, sua produção tem muito mais afinidade com o grupo "espiritualista" de Cornélio Pena, Schmidt, Otávio de Faria, Vinicius de Morais. Cardoso era mais ou menos abertamente homossexual, o que se traduziu na sua obra como mais uma instância particular do tema geral da redenção possível de uma humanidade ontologicamente pecaminosa, que ele compartilhou com todos os seus colegas de movimento. Em 1966 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, por conjunto de obra. Em um universo ontologicamente dilacerado, com uma prosa cuja poesia dá vazão ao desejo transgressivo, os personagens se desnudam em tensões recriadoras da objetividade do mundo. Ao lado de Clarice Lispector e Cornélio Pena, ele foi o principal nome do romance intimista brasileiro, e realizou, com Paulo César Saraceni, o primeiro longa-metragem do Cinema Novo, além de seus romances terem sido adaptados para as telas. Ao ter de abandonar a escrita por causa de um derrame cerebral, recusou o afastamento da criação, passando a pintar belos quadros, ainda que com os poucos movimentos que lhe restaram.

    25 Livros
    62 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Joaquim Lúcio Cardoso Filho