Sonho Grande - Como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira revolucionaram o capitalismo brasileiro e conquistaram o mundo

    Cristiane Correa

    Sextante
    2013
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-13: 9788575429105
    Português Brasileiro

    Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira ergueram, em pouco mais de quatro décadas, o maior império da história do capitalismo brasileiro e ganharam uma projeção sem precedentes no cenário mundial. Nos últimos cinco anos eles compraram nada menos que três marcas americanas conhecidas globalmente: Budweiser, Burger King e Heinz. Tudo isso na mais absoluta discrição, esforçando-se para ficar longe dos holofotes. A fórmula de gestão que desenvolveram, seguida com fervor por seus funcionários, se baseia em meritocracia, simplicidade e busca incessante por redução de custos. Uma cultura tão eficiente quanto implacável, em que não há espaço para o desempenho medíocre. Por outro lado, quem traz resultados excepcionais tem a chance de se tornar sócio de suas companhias e fazer fortuna. Sonho grande é o relato detalhado dos bastidores da trajetória desses empresários desde a fundação do banco Garantia, nos anos 70, até os dias de hoje.

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    Eduardo Távora19/04/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Grande livro

    Esqueçam o Eike Batista, que apesar de ser inegavelmente rico conta com crédito demais do BNDES e, pelo menos até o momento, vendeu mais projetos do que resultados, esse livro conta a história dos três caras mais espetaculares da geração de homens de negócios deles, e não apenas pela fortuna que acumularam nos últimos quarenta e poucos anos, mas pela cultura espetacular que criaram (ou copiaram, como os próprios preferem afirmar). A primeira premissa do trio é a meritocracia, dividir a companhia com os melhores, permitindo que estes ganhem bônus na medida do seu desempenho e tornando os melhores dos melhores sócios, para enriquecer todos os envolvidos que tenham desempenhos espetaculares. Outra é um controle inclemente das despesas, os diretores não tem secretária ou mesmo sala particular, nem carro da firma com motorista, viajam na classe econômica e quando se hospedam em hotéis os executivos tem que dividir quarto com um colega. A informalidade é a lei, as pessoas não usam terno, mas calça e camisa, sendo a hierarquia um mero detalhe. O último ponto que destacarei é a valorização que eles dão ao maior ativo de uma companhia: gente. E esse último ponto vai para além das companhias, visto que o trio é comprometido com dar oportunidade a pessoas que tenham talento e não tenham recursos através das ONGs que comandam. Como a autora descreve, não é qualquer um que consegue se adaptar à cultura da meritocracia, onde se trabalha muito, mas aqueles que conseguem e prosperam são extremamente bem recompensados. Num tempo onde uma parte gigantesca das pessoas quer fazer um concurso público apenas para ter estabilidade e não ter que se esforçar e não ter a menor preocupação em realizar algo grande, esse livro é um bote salva-vidas contra a mediocridade, afinal, como o próprio Jorge Paulo Lemann (na minha opinião o maior homem de negócios a atuar no Brasil desde o Conde Matarazzo) prega: "ter um sonho grande e um sonho pequeno dá o mesmo trabalho". A autora contou uma história que já é interessante e inspiradora por si só de uma maneira muito agradável. É o tipo de livro que merece muito mais do que as cinco estrelas possíveis

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