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    Melhores Poemas de Florbela Espanca (Coleção Melhores Poemas) -

    Florbela Espanca

    Global
    2005
    189 páginas
    6h 18m
    ISBN-10: 8526010174
    Português Brasileiro
    4.3
    188 avaliações
    Leram367Lendo8Querem175Relendo1Abandonos3Resenhas7
    Favoritos30Desejados175Avaliaram188

    A obra de Florbela Espanca não é apenas a expressão do feminino na poesia portuguesa. Isso se deduz ao texto, com certa facilidade; seu interesse reside no fato de exprimir o humano que a mulher traz em si. No entanto ela utiliza, em seus versos, suas vivências, experiências e expectativas particulares de mulher, como expressão do humano. (...) Ocorre com ela algo semelhante ao que já ocorrera na lírica de Camões, onde prepondera o ideal do amor fadado à insatisfação.

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    Danilo Henrique  picture
    Danilo Henrique 21/01/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Conhecendo Florbela

    Primeiro contato com a obra de Florbela Espanca. Não estava nos meus planos ler esse livro agora. Temos aqui um conjunto de diversos poemas selecionados por Zina C. Bellodi. Foi bom ter lido, foi uma experiência diferente. Sinto que não tive tanta paciência para ficar lendo devagar e saber o que acontece em meu pensamento, então li alguns poemas por dia, sem me preocupar. Alguns poemas são bem bonitos e profundos, acabam ficando repetitivos em uma seleção de cerca de 108 escritos. É o tipo de texto diferente, temos uma mulher narrando suas dores, insatisfações, tristezas, mágoas e erotismos, é uma mulher fazendo o que só homens faziam, a maioria. Por isso temos um ponto diferente aqui, uma vivência diferente. Os acontecimentos reais se mesclam em seus poemas e isso faz o poema ser mais acessível, pode haver identificação. No exagero, no inatingível, no impossível, eu já não sei. Foi uma boa experiência.

    6 curtidas

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    4.3 / 188
    • 5 estrelas53%
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    Florbela Espanca profile picture

    Florbela Espanca

    Mesmo antes de seu nascimento, a vida de Florbela Espanca já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático, pelo incomum. Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria Toscano. Como a mesma não pôde dar filhos ao marido, João Maria se valeu de uma antiga regra medieval, que diz que quando de um casamento não houver filhos, o marido tem o direito de ter os mesmos com outra mulher de sua escolha. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antónia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antónia, Apeles. Mais tarde, Antónia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua esposa, que os adotam. Florbela entra para o curso primário em 1899, passando a assinar Flor d’Alma da Conceição Espanca. O pai de Florbela foi em 1900 um dos introdutores do cinematógrafo em Portugal. A mesma paixão pela fotografia o levará a abrir um estúdio em Évora, despertando na filha a mesma paixão e tomando-a como modelo favorita, razão pela qual a iconografia de Florbela, principalmente feita pelo pai, é bastante extensa. Em 1903, aos sete anos, faz seu primeiro poema, A Vida e a Morte. Desde o início é muito clara sua precocidade e preferência a temas mais escusos e melancólicos. Em 1908 Antônia Conceição, mãe de Florbela, falece. Florbela então ingressa no Liceu de Évora, onde permanece até 1912, fazendo com que a família se desloque para essa cidade. Foi uma das primeiras mulheres a ingressar no curso secundário, fato que não era visto com bons olhos pela sociedade e pelos professores do Liceu. No ano seguinte casa-se no dia de seus 19 anos com Alberto Moutinho, colega de estudos. O casal mora em Redondo até 1915, quando regressa à Évora devido a dificuldades financeiras. Eles passam a morar na casa de João Maria Espanca. Sob o olhar complacente de Florbela ele convive abertamente com uma empregada, divorciando-se da esposa em 1921 para casar-se com Henriqueta de Almeida, a então empregada. Voltando a Redondo em 1916, Florbela reúne uma seleção de sua produção poética de 1915 e inaugura o projeto Trocando Olhares, coletânea de 88 poemas e três contos. O caderno que deu origem ao projeto encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, contendo uma profusão de poemas, rabiscos e anotações que seriam mais tarde ponto de partida para duas antologias, onde os poemas já devidamente esclarecidos e emendados comporão o Livro de Mágoas e o Livro de Soror Saudade. Regressando a Évora em 1917 a poetisa completa o 11º ano do Curso Complementar de Letras, e logo após ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Após um aborto involuntário, se muda para Quelfes, onde apresenta os primeiros sinais sérios de neurose. Seu casamento se desfaz pouco depois. Em junho de 1919 sai o Livro de Mágoas, que apesar da poetisa não ser tão famosa faz bastante sucesso, esgotando-se rapidamente. No mesmo ano passa a viver com Antônio Guimarães, casando-se com ele em 1921. Logo depois Florbela passa a trabalhar em um novo projeto que a princípio se chamaria Livro do Nosso Amor ou Claustro de Quimeras. Por fim, torna-se o Livro de Soror Saudade, publicado em janeiro de 1923. Após mais um aborto separa-se pela segunda vez, o que faz com que sua família deixe de falar com ela. Essa situação a abalou muito. O ex-marido abriu mais tarde em Lisboa uma agência, “Recortes”, que enviava para os respectivos autores qualquer nota ou artigo sobre ele. O espólio pessoal de Antônio Guimarães reúne o mais abundante material que foi publicado sobre Florbela, desde 1945 até 1981, ano do falecimento do ex-marido. Ao todo são 133 recortes. Em 1925 Florbela casa-se com Mário Lage no civil e no religioso e passa a morar com ele, inicialmente em Esmoriz e depois na casa dos pais de Lage em Matosinhos, no Porto. Passa a colaborar no D. Nuno em Vila Viçosa, no ano de 1927, com os poemas que comporão o Charneca em Flor. Em carta ao diretor do D. Nuno fala da conclusão de Charneca em Flor, e fala também da preparação de um livro de contos, provavelmente O Dominó Preto. No mesmo ano Apeles, irmão de Florbela, falece em um trágico acidente, fato esse que abalou demais a poetisa. Ela aferra-se à produção de As Máscaras do Destino, dedicando ao irmão. Mas então Florbela nunca mais será a mesma, sua doença se agrava bastante após o ocorrido. Começa a escrever seu Diário de Último Ano em 1930. Passa a colaborar nas revistas Portugal Feminino e Civilização, trava também conhecimento com Guido Batelli, que se oferece para publicar Charneca em Flor. Florbela então revê em Matosinhos as provas do livro, depois de tentar o suicídio, período em que a neurose se agrava e é diagnosticado um edema pulmonar. Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”. FONTES: http://www.instituto-camoes.pt/cvc/projtelecolab/tintalusa/ numerodois/tl3.html http://purl.pt/272/2/index.html http://www.torre.xrs.net/ Coleção “A Obra Prima de Cada Autor” – Editora Martin Claret

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    Alentejo, Portugal

    Florbela Espanca