A renúncia de Bento XVI ao pontificado tornou efetiva uma possibilidade prevista pelo Código de Direito Canônico: um evento que ao longo da história só se verificou muitos séculos antes. Nas origens da Igreja e na Idade Média ocorreram algumas renúncias mais ou menos forçadas e explícitas, mas Celestino V, papa por alguns meses em 1294, era até agora o único papa legítimo a se demitir voluntariamente. Se ainda entre 1300 e 1400, durante o cisma e a crise conciliar da Igreja do Ocidente, ocorreram renúncias forçadas, a consolidação do poder papal, nos séculos seguintes, tornou inverossímil a hipótese de uma abdicação do Soberano Pontífice. Vozes de demissão começaram a circular na segunda metade do século XX, a propósito de Pio XII, Paulo VI e João Paulo II. As renúncias ao pontificado marcam uma virada na história da Igreja. Segundo a falsa profecia atribuída a São Malaquias, a Bento XVI deveria suceder o último papa, chamado simplesmente "Pedro Romano". Será por que depois dele os cristãos poderão ver uma Igreja diferente? O livro especula as situações que teriam levado o Papa Bento XVI a amadurecer a ideia de renunciar, entre elas o escândalo do vazamento de documentos reservados da Santa Sé, conhecido como "Vatileaks", e a deterioração de seu estado físico. O autor, professor de História do Cristianismo na Universidade de Roma, especula também que a renúncia foi decidida em 17 de dezembro, quando Bento XVI leu a última parte do relatório da comissão.
A Grande Renúncia - Por que um Papa se demite?
Roberto Rusconi
Loyola
2013
118 páginas
3h 56m
ISBN-13: 9788515040032
Português Brasileiro
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