Sidney Poitier escreveu The Measure of a Man: an spiritual autobiography porque ele "sentiu o chamado para escrever sobre certos valores, como integridade e comprometimento, fé e perdão, sobre as virtudes da simplicidade, sobre as diferenças em encontrar prazeres signicativos – inclusive a felicidade." O livro de Poitier não tem tom autoritário, e sim uma linguagem coloquial de conversa beirando a auto-crítica. Ele inicia o primeiro capítulo recontando uma tarde zapeando canais e refletindo, enquanto a maioria de nós faz uma coisa de cada vez, "o que estou fazendo com o meu tempo?" As reflexões espirituais em A medida de um homem não são restringentes; a fé de Poitier é claramente influenciada pela sua experiência com a Igreja Católica, mas, rigorosamente, ele não é cristão. Particularidades a parte, sua fé é disciplinada e rigorosa, constituída por líderes diversos desde Gandhi e Nelson Mandela. O amor de Poitier – por ele mesmo, pela família e pelo mundo – inspira suas lembranças da infância em Cat Island, Bahamas, as memórias da sua carreira no teatro e no cinema (incluindo um Oscar pelo papel em Lilies of the field). Poitier já foi rico e pobre, querido e odiado, e suas variadas experiências o tornaram um homem inteligente e demonstra com suas declarações, assim como essa: "O que nós fazemos é continuar dentro do contexto do que é prático, do que é real, quais os sonhos que podem vir a ser reais, quais os valores nos podem ser enviados na cama e nos tornar corajosos suficiente para enfrentar o fim com dignidade".
The Measure of a Man - a spiritual Autobiography
Sidney Poitier
Harper - USA
2007
255 páginas
8h 30m
ISBN-10: 006135791x
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