O leitor de Zilda Freitas encontra na densidade de seu texto, na forma fácil como ele flui, um universo múltiplo de conhecimentos e informações que ela tenta compartilhar com os que a leem. A obra que ora se apresenta se faz, assim, um instrumento teórico importante não só para o estudante específico de letras, mas para toda e qualquer pessoa que se interesse pelo diálogo interartístico. Literatura e cinema dão-se as mãos e, interseccionando-se pela palavra arguta de Zilda Freitas, revelam-se como uma terceira margem onde o isso e o aquilo para sempre se fundem, na liberdade do novo objeto recriado. O texto que daí resulta se faz, desse modo, um grande close-up que captura a atenção do leitor para os detalhes que a interpretação privilegiou.