O que é Capital Fictício e sua crise - Coleção Primeiros Passos #337

    Rosa Maria Marques, Paulo Nakatani

    Brasiliense
    2011
    83 páginas
    2h 46m
    ISBN-13: 9788511001549
    Português Brasileiro

    o que tem a crise de 1929 a ver com a economia atual? Como a oferta de crédito imobiliário nos Estados Unidos conseguiu desestabilizar toda a economia mundial e gerar uma crise econômica que do final de 2007 para cá causou desemprego em massa? Qual a influência do mercado de capitais em sua vida, em seu poder de compra? Esse capital fictício esteve no coração das determinações econômicas e sociais que dominaram o mundo nesses últimos trinta anos e que promoveram o mercado como o único lugar do fazer econômico. Justamente o mesmo capital que, ao readquirir liberdade de vôo para atuar em qualquer país e fazer com que os trabalhadores ficassem, pela primeira vez, em verdadeira concorrência mundial, colocou o mercado de todo o planeta na dependência da economia da China. A busca cada vez maior por fazer dinheiro no mercado de capitais, sem passar pelas agruras da produção, só podia gerar capital fictício. Um relato histórico que resgata a origem do dinheiro e sua transformação em capital, passa pelas teorias de Marx e culmina com a crise mundial atual, fruto do capital fictício.

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    Jefferson Rodrigo11/02/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Esse livro procura explicar como a mais-valia obtida pela burguesia se transformou, ao longo da história contemporânea, em objeto de pura especulação sem lastro na realidade. Em como a tentativa de diminuir riscos de títulos de dívidas se transformou em fantasia pura. Para isso, Rosa Marques e Paulo Nakatani vão constituindo, de forma sucinta, todo o processo histórico de formação de capital. Em seguida, vão nos mostrando como, ao longo da história moderna, o capital industrial se transformou em capital bancário, em capital financeiro e, por fim, em especulação pura. Os autores nos mostram quais foram as circunstâncias e os mecanismos que propiciaram a especulação em torno dos créditos e, principalmente, das dívidas. Como o papel do Estado (e do seu poder de coerção) foi essencial para garantir a liberalização e alastramento de um sistema econômico caótico e imprevisível. E como esse mesmo Estado foi essencial para abrandar os terríveis efeitos criados por essas circunstâncias. Como exemplo, os autores nos apresentam a Crise de 2008, tendo os Estados Unidos como o exemplo principal. Nos dá detalhes, resumidos, de como o processo de especulação em torno das dívidas do cidadão comum tomou proporções gigantescas, criando uma bolha de fantasia incapaz de se materializar na realidade. Nos explica alguns detalhes de como o estado norte-americano teve de fazer um esforço hercúleo para socorrer as principais empresas de sua economia.

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