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    O rumor da língua -

    Roland Barthes

    Martins Fontes
    2004
    462 páginas
    15h 24m
    ISBN-10: 8511180885
    Português Brasileiro
    4.3
    52 avaliações
    Leram111Lendo27Querem176Relendo0Abandonos3Resenhas3
    Favoritos9Desejados176Avaliaram52

    Os ensaios aqui reunidos vêm, oportunamente, repor Barthes em circulação. O estardalhaço da publicidade que acompanhava suas publicações nos anos 70 não se fará ouvir; tanto melhor; poderemos agora ouvir sua voz e aprender, com ele, a escutar o sutil rumor da linguagem. Em O Rumor da Língua (1984), a grande maioria dos ensaios trata da linguagem e literatura e, sendo estes os grandes temas barthesianos, não é necessário insistir sobre sua importância. Eram textos até então dispersos em jornais e revistas de vários países, ou introduções a livros de pequena circulação, por isso de difícil acesso para os leitores, os quais têm agora a possibilidade de os ver reunidos. Esses ensaios recobrem um período de quinze anos (1964 a 1979), e um deles (Malogramos sempre ao falar do que amamos) é o último texto escrito por Barthes poucos dias antes do acidente que o vitimou, em fevereiro de 1980." - Leyla Perrone-Moisés, organizadora da coleção Roland Barthes.

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    Giovanna Marchetto picture
    Giovanna Marchetto03/11/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Li esse livro para poder aprimorar conhecimentos de uma matéria da faculdade e acabei me interessando.

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 52
    • 5 estrelas56%
    • 4 estrelas25%
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    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Roland Barthes profile picture

    Roland Barthes

    Roland Barthes foi múltiplo. Intelectual, escritor, professor, pintor amador, não apenas transitou entre diferentes correntes do pensamento como também as forjou. Foi da crítica ideológica de inspiração marxista à semiologia dura, da teoria do texto a partir das sensações ao estudo da fotografia. Seus objetos de interesse eram inusitados: dos romances de Balzac aos tecidos de organza, do sabão em pó ao haicai. Não é à toa que sua obra influenciou — e continua a fazê-lo — a filosofia, a antropologia, os estudos literários, a linguística, a teoria da comunicação e as artes visuais e performáticas. Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão. Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.

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    Normandia, França

    Roland Barthes