O livro é resultado de um estudo historiográfico relativo à influência do imaginário diabólico lusitano na organização da religiosidade brasileira nos séculos XVI e XVII. Baseado em uma perspectiva cultural no interior da denominada História das Mentalidades/ Imaginário, tenta redimensionar a "história dos Descobrimentos" no que é relativo à transposição para as terras brasileiras do arcabouço mental português - sempre às voltas com Deus e o Diabo - o qual inspirou um modelo civilizacional pautado nas expectativas de expansão territorial via propagação da fé. A obra se debruça sobre um aspecto das relações estabelecidas pelo colonizador português com os habitantes do novo mundo: a tentativa de expansão territorial através da difusão da fé cristã. Do embate entre a civilização lusitana e a religiosidade brasileira, considerada demoníaca, resultará a especificidade cultural gestada em solo brasileiro.