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    O estilo emocional do cérebro -

    Richard J. Davidson

    Sextante
    2013
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788575428986
    Português Brasileiro
    4.1
    68 avaliações
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    “Ao examinarem os indícios científicos de que a meditação e outras práticas cognitivas realmente produzem alterações no cérebro, os autores nos permitem modificar nossos hábitos emocionais mais nocivos e criar outros novos e benéficos. Aguçar a atenção, relacionar-se melhor com as pessoas e se conectar com a própria intuição, tudo isso é possível – e este livro mostra como.” - Deepak Chopra, autor de As sete leis espirituais do sucesso Você já se perguntou por que as pessoas reagem de maneiras tão diferentes às adversidades e às alegrias da vida? Por que algumas logo dão a volta por cima após sofrer uma grande perda, ao passo que outras entram em depressão? Já notou que tem amigos que comemoram cada pequena vitória, enquanto outros só sabem reclamar? Tudo isso está relacionado com O estilo emocional do cérebro. Após mais de 30 anos de pesquisas, o neurocientista Richard J. Davidson resolveu se dedicar ao estudo pioneiro dos mecanismos misteriosos que estão por trás das emoções e examinar o modo como elas influenciam as funções cerebrais. Davidson descobriu que cada estilo emocional é formado por seis dimensões básicas – resiliência, atitude, intuição social, auto-percepção, sensibilidade ao contexto e atenção – e que a identidade emocional única é determinada pela combinação dessas dimensões em maior ou menor grau. Por meio de experimentos com monges budistas, ele constatou que, a longo prazo, a meditação tem o poder de alterar padrões de atividades cerebrais prejudiciais e de fortalecer a empatia, a compaixão, o otimismo e a sensação de bem-estar, estimulando qualidades mentais positivas.

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    Sobrelivroselongas.com.br21/10/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Estilo Emocional do Cérebro

    Richard trata neste livro O Estilo Emocional do Cérebro sobre a relação entre o cérebro e as emoções, apresenta o que ele considera os diferentes estilos emocionais do cérebro e como é possível controlarmos e até mudarmos nossos comportamentos emocionais através do autocontrole de nosso cérebro. Desde a época da graduação o autor começou a suspeitar que o cérebro estava relacionado às emoções dos seres, teoria até então ignorada pela Ciência, onde predominava a visão behaviorista. “Até então, o que a ciência tinha descoberto sobre a vida interna da mente era, por assim dizer, pouco impressionante, como percebi ao pesquisar para um trabalho sobre a personalidade durante uma disciplina da graduação. Essa foi minha primeira exposição à literatura científica existente sobre as emoções. A maior parte dos estudos era feita por psicólogos sociais que afirmavam que as emoções eram formadas por dois constituintes fundamentais. O primeiro era a ativação fisiológica – por exemplo, a velocidade com que nosso coração bate quando estamos com medo ou quanto nosso rosto fica vermelho quando estamos com raiva. A ativação fisiológica supostamente gera o componente energético das emoções, determinando se estamos levemente irritados ou furiosos a ponto de procurar a pistola mais próxima, se sentimos uma leve inveja ou um ciúme doentio. O segundo constituinte das emoções nesse esquema primitivo era a avaliação cognitiva. Como o próprio nome indica, esse é o processo de observar nosso coração acelerado ou rosto vermelho e pensar: Ah, acho que devo estar com medo (ou com raiva). A ideia era que a ativação fisiológica era indefinida e indiferenciada – a sensação de estarmos alegres é igual à de estarmos com raiva, surpresos, com medo ou cheios de ciúme. É apenas a interpretação cognitiva dessa ativação que nos mostra o que de fato estamos sentindo. Dessa maneira, é fácil vermos quanto esse modelo é ridículo. A ideia de que não existe nenhuma diferença psicológica qualitativa entre as emoções, de que não há diferença na sensação de estarmos alegres, ou com raiva, ou tristes, ou enciumados, ou seja, a noção de que o que distingue uma emoção da outra sejam apenas as interpretações cognitivas ou os pensamentos que as pessoas têm sobre sua ativação interna, parecia-me errada, tanto pessoal quanto cientificamente considerada. Fiquei tão insatisfeito com esse modelo que passei a investigar se os psicólogos sempre haviam pensado dessa maneira.”. O autor define sua área de estudo como “neurociência afetiva”: o estudo dos mecanismos cerebrais que estão por trás das nossas emoções e a busca por maneiras de melhorar a sensação de bem estar e promover qualidades mentais positivas. Para ele, o estilo emocional é o modo como respondemos às nossas experiências vividas. Divide-se em seis dimensões: Resiliência, como sendo a velocidade com que nos recuperamos de uma adversidade; Atitude: por quanto tempo conseguimos sustentar as emoções positivas; Intuição Social: a facilidade com que captamos os sinais sociais emitidos pelas pessoas ao nosso redor; Autopercepção: nossa capacidade de perceber as sensações corporais relacionadas com as emoções; Sensibilidade ao contexto: a capacidade de regularmos nossas respostas emocionais para que correspondam ao nosso contexto social; Atenção: quão aguçada e clara é a nossa concentração. Para concluir essa resenha sobre esse interessantíssimo livro, deixo as palavras do próprio autor como um belo convite à essa leitura: “A pesquisa que conduzi com pessoas que praticam a meditação demonstrou que o treinamento mental pode alterar padrões de atividade no cérebro e, assim, fortalecer a empatia, a compaixão, o otimismo e a sensação de bem-estar. Esse foi o auge da minha promessa de estudar a meditação e as emoções positivas. E minha pesquisa nas linhas bem estabelecidas da neurociência afetiva demonstrou que é nas regiões dedicadas ao raciocínio elevado que se encontra a chave para alterar tais padrões de atividade cerebral. Assim, embora este livro seja uma história da minha transformação pessoal e científica, espero que sirva também como um guia para a sua transformação. Em sânscrito, a palavra meditação também significa familiarização. O primeiro passo para transformarmos nosso estilo emocional – e que é também o mais importante – é nos familiarizarmos com ele. Se este livro não fizer nada além de aumentar a sua percepção sobre seu estilo emocional e o de outras pessoas ao seu redor, considero que já terá sido bem-sucedido.”

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    Richard J. Davidson

    Richard J. Davidson Ph.D. em psicologia pela Universidade de Harvard, é professor-pesquisador de psicologia e psiquiatria e diretor do Laboratório de Imagens Cerebrais Funcionais e Comportamento e do Laboratório de Neurociência Afetiva da Universidade de Wisconsin em Madison.

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    Nova York, EUA

    Richard J. Davidson