O livro trata de uma investigação do desenvolvimento político dos tempos pré-humanos até as vésperas das revoluções francesa e norte-americana, com o objetivo de lançar as bases para uma teoria do desenvolvimento político. Sem descer a minúcias de seus achados e observações, o autor repisa o argumento muito debatido na ciência política a respeito do transplante de instituições de um país/região para outro(a). A essência de argumentação foca nas seguintes instituições: estado, primado da lei e responsabilização política. A partir disso, faz um levantamento histórico dos primórdios das sociedades de bando até a construção social de instituições políticas, procurando identificar o que prevaleceu e que mecanismos causais explicam a prevalência de uma instituição em detrimento de outra, ou mesmo a convivência entre as três. Depois disso, ele elabora modelos explicativos que buscam relacionar as seguintes dimensões do desenvolvimento político para indicar possíveis caminhos que um determinado país pode seguir: construção do Estado, crescimento econômico, mobilização social, democracia, primado da lei e legitimidade. Daí basta estudar a conjuntura de determinada região e ir estabelecendo relações entre as dimensões. Basicamente é isso. Considero essa obra uma grande guinada do autor que outrora acreditava no "fim da História".
Sua investigação mostra que a análise política deve começar pela compreensão da natureza dos diferentes agentes, dentro e fora do Estado, e de seu grau de coesão e que, por isso, não há determinismos. É a interação entre esses atores que define as instituições e, por fim, a ordem política.