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    Superinteressante Nº 211 (Março de 2005) - Como ele mudou o mundo

    Editora Abril

    Abril
    2005
    92 páginas
    3h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.3
    4 avaliações
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    R .05/08/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Março de 2005

    "João Paulo II" A reportagem destacou o zelo pelo catolicismo e o impacto que exerceu no mundo (fatores que dividiram opiniões). Sobre o zelo, a abordagem apresentou a história polonesa de apego secular ao catolicismo, que teve hegemonia em contexto rodeado de nações protestantes e de influência socialista opressora. Dessa forma, a defesa da religião era ato nacionalista - disposição transportada para o ministério do pontífice em seu empenho pelo catolicismo, no apego religioso e anticomunista. Também foi enfatizado o passado de opressão da igreja, quando misturada ao governo das nações, como influenciador à ações de resgate da religiosidade que fora deturpada e desvalorizada pelas injustiças ocorridas ao longo dos séculos. O papa buscou a reconciliação e pediu perdão por erros do passado da cris6andade. Sobre o impacto, o papado teve ênfase anticomunista e, com o fim da URSS, direcionamento a ideologias consideradas conservadoras para os novos tempos, despertando adeptos e opositores. Em linhas gerais, o que a reportagem mostrou... "Louco, eu?" O que mais despertou atenção foi a visão clichê no diagnóstico da loucura (exemplificado em tipos como o melancólico, o delirante, o violento...) e os tratamentos na medicina ao longo dos séculos (estes sim, loucuras notórias, como a sangria, eletrochoques e lobotomia, só para citar algumas). A proposta foi de percepção do desenvolvimento das ciências voltadas ao estudo da mente e a interação com as pessoas. "Tempo cada vez mais acelerado" Interessantes as abordagens sobre o consumismo material e sobre a diminuição da dopamina como estimulantes à essa percepção. O materialismo levando a ansiedades diversas... A perda gradual do prazer em vivências felizes no cotidiano... Ambas levam a desapego da realidade, do tempo... "Kinsey fala de sexo" Nunca tinha ouvido falar do sujeito, mas deu para perceber que foi importante para a sexologia no início do século 20 por mostrar como era a sexualidade na prática entre os americanos, expondo assuntos que eram tabus. Seus estudos geraram polêmicas, seja pelos temas apresentados ou forma como obteve os relatos (pois também teve contato com criminosos na área sexual para registrar suas motivações, e a exposição dos assuntos para o jovens gerou reações na sociedade). Foi o que entendi e, concordando-se ou não, os estudos revelaram como era a sociedade em sua intimidade. Registro final para a seção Super-Retrô sobre "Donos da rua", que mostrou brincadeiras nostálgicas de sucesso com a garotada (queimada, amarelinha, taco, pula-corda, esconde-esconde, etc e tal). Vou registrar duas não citadas que gostava, mas sem explicações... O povo das antigas conhece... Talvez com outros nomes... "Camonha" e bole-bole. Fui!

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