Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas20
    • Leitores518
    • Similares4
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Doente Molière -

    Molière

    Agir
    2012
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788520930014
    Português Brasileiro
    3.4
    211 avaliações
    Leram383Lendo5Querem126Relendo0Abandonos4Resenhas20
    Favoritos1Desejados126Avaliaram211

    Cortesãs, nobres, artistas, padres e médicos, decadentes ou influentes, ninguém era poupado pela verve satírica de Molière, dramaturgo que Rubem Fonseca transforma em personagem neste romance. Autor de comédias clássicas como Escola de Mulheres, Tartufo, D. Juan e O Avarento, Molière morreu em 1673, logo após uma apresentação de O Doente Imaginário, sua última peça. A partir desse acontecimento real, Rubem Fonseca cria um personagem fictício, o marquês que escreve anonimamente O Doente Molière. Amigo do grande autor e ele mesmo dramaturgo frustrado, o marquês utiliza seu conhecimento da corte do rei Luís XIV e dos salões da França do século XVII – em que convivia com Racine, Corneille, La Rochefoucauld e La Fontaine - para investigar a causa verdadeira da morte de Molière. Enquanto acompanhamos sua investigação, sua pena afiada descreve as intrigas, as traições e os crimes que serviram de inspiração para o grande autor e que seriam a causa de sua morte.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (20)Ver mais
    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva06/06/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Quem matou Molière? Uma história policial de muitas camadas

    Há um bom tempo que eu tinha muita curiosidade de ler esse livro de Rubem Fonseca, cuja proposta é tão inusitada: recontar a vida do grande dramaturgo francês Molière, tendo como ponto de partida a sua morte, que ocorreu praticamente no palco, enquanto ele encenava “O Doente Imaginário”, uma de suas peças mais famosas. Rubem Fonseca conta essa história pela perspectiva de um “Marquês Anônimo”, único personagem fictício da trama que, no papel de amigo de Molière, desconfia que sua morte não tenha ocorrido por causas naturais. Daí o amigo se transforma em narrador-detetive, e a biografia de Molière, com ênfase nas principais peças que ele escreveu, se transforma na fonte de pistas que esse detetive vai investigar a fim de desvendar o mistério. Ou seja, essa história é uma viagem daquelas, que nas mãos de um autor menos experiente e talentoso talvez virasse um pastiche confuso e desconexo. A novela “O Doente Molière”, entretanto, exibe as principais qualidades da prosa de Rubem Fonseca, autor de alguns dos melhores romances brasileiros das últimas décadas, como “Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos”, “A Grande Arte” e “Bufo & Spallanzani”, além de livros de contos que conseguem ser ainda melhores que os romances, como “Feliz Ano Novo”, “Lúcia McCartney” e “O Homem de Fevereiro ou Março”, só para citar os meus favoritos. A sensação que tive ao ler “O Doente Molière” foi quase lisérgica, ao perceber um “clima” inconfundível nas histórias de Rubem Fonseca sendo transposto para a Paris de Luís XIV, em pleno século dezessete! Para quem já conhece esse “climão do Rubão”, descrições são desnecessárias. E para quem não conhece ainda, acho que qualquer tentativa de descrição seja inútil, mas mesmo assim vou tentar: uma prosa seca e elegante, que mistura erudição, sexo e violência em doses iguais, em meio a uma trama onírica de desenlaces inesperados. Os heróis de Rubem Fonseca, galeria que tem no advogado Mandrake seu membro mais célebre e da qual o Marquês Anônimo é também um típico representante, são sujeitos “acossados” por uma hipersexualidade incessante, mas que a princípio estão sempre mais interessados em outros assuntos aparentemente banais, sejam eles cavalos, charutos ou as últimas fofocas da corte parisiense. É essa ambiguidade a respeito do sexo, ao meu ver, que torna esses machos alfa de Rubem Fonseca tão interessantes e nem um pouco óbvios. Voltando ao tema inusitado de “O Doente Molière”, durante toda a leitura fiquei intrigadíssimo para descobrir qual foi a motivação de Rubem Fonseca para escrever essa história. Só depois de terminada a leitura, ao pesquisar na Internet, foi que descobri que o livro faz parte de uma série da Companhia das Letras chamada “Literatura ou morte”, que teve como mote a obra ou a biografia de grandes nomes da literatura. Fazem parte da coleção, por exemplo: “Medo de Sade”, de Bernardo Carvalho, “Os leopardos de Kafka”, de Moacir Scliar e “Borges e os Orangotangos Eternos”, de Luis Fernando Veríssimo. Saber disso me fez admirar ainda mais a inventividade e o talento de Rubem Fonseca, que criou esse texto movido não por alguma estranha obsessão, mas sim pelo desafio interessantíssimo! https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2023/06/quem-matou-moliere-uma-historia.html

    28 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 211
    • 5 estrelas10%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas46%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas2%
    Jean-Baptiste Poquelin profile picture

    Jean-Baptiste Poquelin

    Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière (baptizado em Paris a 15 de janeiro de 1622 - 17 de Fevereiro de 1673[1]), foi um dramaturgo francês, além de actor e encenador, considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve um papel de destaque na dramaturgia francesa, até então muito dependente da temática da mitologia grega, Molière usou suas obras para criticar os costumes da época. É considerado o fundador indirecto da Comédie-Française. Dele, disse Boileau: Dans le sac ridicule où Scapin s'enveloppe je ne reconnais plus l'auteur du Misanthrope - ("No saco ridículo onde se envolve Escapino, não reconheço mais o autor de O Misantropo"). Como encenador, ficou também conhecido pelo seu rigor e meticulosidade.

    88 Livros
    75 Seguidores

    Jean-Baptiste Poquelin