Ranma foi uma das portas de abertura para a cultura japonesa no ocidente, sendo, também, um dos primeiros mangás que li ainda pequeno.
A Rumiko Takahashi tem uma força criativa realmente surpreendente, além de um senso cômico que torna suas obras atraentes principalmente para nós, brasileiros.
Ranma 1/2 traz a história de Ranma, um artista marcial que, em uma viagem de treinamento à China, é amaldiçoado ao cair nas fontes de Jusenkyô, transformando-se em mulher sempre que molhado em água fria (e retornando a ser homem quando molhado em água quente).
De volta ao Japão, Ranma é prometido a Akane Tendo, se hospedando no dojo de artes marciais da família e dando início às aventuras que permeiam o mangá.
A história funciona principalmente nas primeiras edições, onde o leitor é rapidamente preso pela comédia inovadora e se afeiçoa tanto por Ranma quanto pelos personagens que são gradativamente introduzidos.
No entanto, a obra se estende além do necessário, fazendo com que a "fórmula" se torne cansativa e a falta de um enredo sólido seja percebida ao ponto do incômodo.
Ainda, para aqueles que esperam "conclusões de enredo satisfatórias", aqui temos uma obra que entrega pouco daquilo que naturalmente se aguarda de uma conclusão de série.
Nesse ponto, concordo que a obra tem que ter vida própria, sem precisar ser movida pelo gosto e vontade dos fãs, mas tão pouco é entregue no final que, não à toa, é considerado insatisfatório pela grande maioria do público.
Em linhas gerais, Ranma 1/2 é um shonen excelente para mesclar com a leitura de outras obras, garantindo risadas e leveza de espírito.
Recomendo também o anime, que, dublado pela Álamo, traz vozes conhecidas pelos fãs de Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Samurai X, e demais animes estreantes por aqui na década de 90.