António Manuel Neto Guerreiro
António Manuel Neto Guerreiro tem 84 anos, nasceu dia 28 de Setembro de 1928, em Portugal, na Vila de São Bartolomeu de Messines – Província de Algarve. Com dupla nacionalidade (Portuguesa e Brasileira), é casado, pai de três filhos e avô de seis netos.
Filho de Luis Antonio Guerreiro (agricultor) com Maria Quitéria Neto (Dona de Casa) Irmão de Maria Hilda e Armindo. Seu pai foi para a França, buscando uma vida melhor, quando tinha apenas 1 ano de idade (voltando quando ele tinha 14 anos), sendo criado pela mãe e pelos avós na Aldeia Portera de Messines. Tendo como fonte de sustento seu Avô, que era agricultor.
Aos 21 anos, em plena ditadura Salazarista, por falta de emprego, vem para o Brasil, sozinho, buscar uma vida melhor. Fazendo seus 22 anos dentro do Navio no qual viajava.
Em 24 de Janeiro de 1952 chega no Brasil com apenas 6 escudos no bolso (moeda portuguesa) que seria o equivalente a Cr$100,00. Instalando-se, primeiramente, em Niterói, onde teve seu primeiro contato em terras brasileiras, alojando-se na casa de conhecidos, e, posteriormente, tendo seu primeiro emprego no Brasil, numa empresa de vidro como vendedor.
Em 1957, transferiu-se para São Paulo onde terminou os estudos e fundou a empresa Neto & Cia Ltda em 1960, dedicada ao ramo de ferragens e ferramentas na Vila Mariana. Como seus negócios de ferragens e ferramentas prosperaram, mais tarde montou filiais nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto, e em 1961 casou-se com sua esposa, Darcy Ribeiro, tendo, posteriormente três filhos: Luis Carlos, Tânia Cristina e Vera Lúcia.
Já em 1978 formou-se em Direito pela Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), chegando a exercer a advocacia por alguns anos. Por causa do trabalho excessivo e pouco cuidado com a saúde acabou adoecendo. O que o levou a vender a empresa e perder imóveis.
Quando adoeceu começou a escrever seu primeiro livro "Portugal - o país da idade moderna e a primeira globalização" em 1989/90, tendo em paralelo a construção do Diplomata Hotel em Campinas (sendo sua fonte de sustento). Após um desafio intelectual feito por um colega que era vice-cônsul de Portugal, escreveu o romance "Heróis Sem Glória". Após escrever este romance, aderiu ao oficio de escritor.