Pois é... o livro começou interessante... Uma antiga e misteriosa desfeita leva a Duquesa Radwell a maquinar um casamento arranjado com uma herdeira falida e misteriosa. O filho escolhido, o duque (obviamente) é um homem marcado pela tragédia que aceita a ideia apenas para apaziguar a mãe em seu leito de morte.
Manjado, né? Mas o que deixou interessante foi o fato de que o mocinho teve cabeça o suficiente para ir atrás dos antecedentes da moça, Miranda, e nós somos brindados com alguns capítulos em que vemos o desenrolar da história de fundo. Enquanto isso ocorre, Miranda põe a casa em ordem ao mesmo tempo que se defende (mais ou menos) dos avanços do irmão do duque.
A partir daí tudo se desenrola rapidamente, com direito até a meia dúzia de parágrafos intimistas para justificar porque os dois pensam que tentar fazer o casamento dar certo é a melhor alternativa.
O problema, o grande problema, o problema que me estragou a leitura desse romance, é que a primeira noite dos dois foi sexo não-consensual. E não estou falando do fato de que houve constrangimento por uma das partes, estou falando que houve medo e coerção.
Francamente, esse tipo de coisa em bodice-rippers, ou em qualquer gênero, não é e não deveria ser uma tradição.