"Quando sopra o vento frio, indiferente, do inverno, arranca das árvores as fôlhas sêcas, e as atira ao chão. Aquêles que passam, não se preocupam com essas fôlhas, que êles pisam distraidamente. No entanto, cada fôlha arrancada pelo vento, é bem um pouco da seiva que se desprendeu da árvore. Pisada, moída, misturada à terra, a fôlha, já morta, vai ajudar a vida de alguma sementinha que está prestes a germinar. Foi assim que o vento dos anos, soprando na árvore dos meus dias, fêz cair dela estas FÔLHAS SÊCAS. Ninguém lhes dará importância, nem elas esperam por isso, pois não têm mesmo valor algum. Querem, apenas, cair no caminho da tua vida; querem ser moídas pela tua leitura e meditação, para serem misturadas aos teus pensamentos. Assim, talvez ajudem a dar mais vida a alguma boa sementinha que, germinando na tua existência, irá dar frutos para a tua eternidade."