Kant - Os Pensadores

    Immanuel Kant

    Nova Cultural
    2005
    511 páginas
    17h 2m
    ISBN-10: 8513012459
    Português Brasileiro

    Esta tradução brasileira da "Crítica da Razão Pura" de Immanuel Kant apresenta o texto completo da segunda edição original de 1787. Sobre a primeira edição de 1781, a nova versão kantiana contém ampliações ou reelaborações da Introdução, de partes da Estética Transcendental, da Dedução dos Conceitos Puros do Entendimento, do capítulo sobre o Princípio da Distinção de Todos os Objetos em Geral em Fenômenos e Nôumenos, da Refutação do Idealismo, da Nota Geral sobre o Sistema dos Princípios e do capítulo sobre o Paralogismo da Razão Pura. Das vantagens da segunda edição em confronto com a primeira o próprio Kant informa-nos no Prefácio correspondente. [...] À participação de Udo Baldur Moosburger deve-se que a tradução tenha podido ser levada a termo com algum sucesso. Heinrich A. W. Bunse merece o nosso reconhecimento pela tradução das citações latinas, e Jorge A. H. Pozzobon pela colaboração na revisão do texto em conjunto. Resta desejar que esta tradução contribua para a renovação e a criatividade filosóficas em nosso meio, de acordo com o espírito da "Crítica da Razão Pura" que é o de formação de um pensamento crítico e independente. Se deste modo quisermos avançar além de Kant, teremos que percorre antes com ele o caminho que ele próprio abriu e nos defronta com a única alternativa do pensamento do futuro: "Somente o caminho crítico ainda está aberto". - Valerio Rohden, 1978.

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    Clio30/04/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Crítica da Razão Pura, a obra que compõe esse volume de Os Pensadores, é um texto de conceitos tão abstratos que podem forçar uma segunda leitura ou, no mínimo, uma procura das notas e comentários. Talvez seja melhor dizer que ele não foi escrito para leigos. De fato, o autor parte do princípio que alguns conceitos já são de conhecimento do leitor de modo que ele pode se concentrar na definição e problematização do tema: O Conhecimento. Ao distinguir conhecimento empírico do que ele chama "puro" (algo como noção universal), Kant força uma argumentação sobre o verdadeiro conhecimento como algo advindo do entendimento. Há então uma fundamentação da proposta levando aos conceitos de juízos sintéticos e analíticos, a forma como ambos influenciam diferentes áreas da ciência, e o que todo filósofo tem um especial prazer em fazer: criticar os sofismas. A última parte traz o Transcendentalismo (Estético, Analítico, Dialético) onde há uma sistematização da ideia e análise de erros de raciocínio. Enfim, é uma boa, mas exigente leitura. Há uma pequena biografia (que teve Marilena Chauí como consultora), a bibliografia básica e as necessárias notas de tradução. A minha edição já tem mais de vinte anos e continua com um ótimo aspecto. Material de qualidade.

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