O vice-presidente da República estreia na poesia com "Anônima Intimidade". "Escrevi estes escritos para mim", diz. E o fez, conta, em guardanapos de papel durante viagens aéreas entre Brasília e São Paulo. "Deixava a arena árida da política legislativa e me entregava, durante o voo, a pensamentos." No livro, adverte para o caráter ficcional de seus versos, que tematizam recordações de infância e juventude, reflexões metalinguísticas e existenciais e homenagens à figura feminina. Em sua introdução, Temer agradece aos amigos o impulso para tirar a obra do âmbito íntimo --em especial, a Carlos Ayres Britto, autor do prefácio. "Numa frase", escreve o ex-presidente do STF, "esse Michel Temer sobre quem discorro é o homem maduro que, liricamente, ainda porta consigo os sonhos de sua meninice e juventude".


