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    Crônica de um Amor Louco - Ereções, Ejaculações e Exibicionismos - Parte I

    Charles Bukowski

    L&PM
    2007
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788525415486
    Português Brasileiro
    3.9
    2955 avaliações
    Leram6168Lendo426Querem3202Relendo8Abandonos192Resenhas116
    Favoritos289Desejados3202Avaliaram2955

    Crônica de um Amor Louco é o primeiro dos dois volumes da obra Ereções, Ejaculações e Exibicionismos, do genial escritor Charles Bukowski (1920-1994). Uma jornada pelo universo infernal e onírico do velho e safado Buk – seus personagens desvalidos, seus quartos imundos em hotéis baratos, seus bares enfumaçados na longa louca noite de neon: o sonho americano reduzido a trapos nas ruas desertas da madrugada voraz de Los Angeles, a cidade que Bukowski amava acima de todas as coisas. Este primeiro volume leva o título do filme que o italiano Marco Ferreri realizou baseado nos textos de Bukowski e cuja linha mestra é extamente o primeiro conto do livro, A Mulher Mais Linda da Cidade. Ao narrar a história de Cass, uma bela mestiça que passara a adolescência em um convento, Bukowski mergulha na excitação frenética, na insanidade corrosiva das noites mormacentas e manhãs de névoa poluída da sua amada Los Angeles. Os contos parecem brotar do seu estômago ulcerado, são jogados ao papel entre espasmos de delirium tremens e fantasias alcoólicas disformes. Perto dessas histórias rudes e ríspidas, os contos de outros autores parecem narrativas de colegiais, que nada têm a ver com o mundo da maquinaria, com esse gigantesco cemitério de automóveis que nos envolve e sufoca. Mas, ao mesmo tempo, Bukowski é lírico. Seus contos terminam bruscamente, mas deixam suspensa no ar uma sensação de dignidade e esperança na raça humana.

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    Karina Gonçalves  picture
    Karina Gonçalves 31/05/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Nem todo amor é romântico, alguns são loucos, destrutivos e viscerais.

    A obra sintetiza o estilo realismo sujo, misturando ficção com a própria vida degradada do autor em Los Angeles. O amor é retratado de forma obsessiva, violenta, física e quase sempre trágica, com uso de termos obscenos, gírias e descrições explícitas de sexo e violência, humor ácido e autodepreciativo para lidar com a miséria humana. Textos direto, sem floreios poéticos tradicionais, mas com forte carga emocional. O livro choca pelo conteúdo explícito, mas é aclamado por revelar a solidão e o desespero da sociedade moderna sem máscaras ou hipocrisia. Ele assume que é um bêbado, apostador e cheio de falhas, o que gera uma forte conexão de honestidade com o leitor. Para ele, a vida era um absurdo, e a única forma de sobreviver era aceitando o caos. O uso de expressões obscenas e agressivas cria uma sinestesia violenta. Uma coletânea de contos independentes que retrata a marginalidade, o alcoolismo e a busca obsessiva pelo amor através de relatos crus e autodestrutivos. "Ela tinha um belo corpo e bom senso. Mas era um pouco louca". A admiração de Bukowski estava ligada às mulheres reais, complexas, intensas e que carregavam uma dose de loucura e rebeldia que combinava com o seu próprio caos interior e o que mais impressiona é esse paradoxo: o mesmo autor que usa palavras repulsivas para descrever suas ressacas é o que destila uma sensibilidade urbana avassaladora ao flagrar o magnetismo de um par de pernas: "Sempre fui gamado por pernas, a primeira coisa que sempre me chama a atenção são as pernas. Mulher saindo do carro me deixa completamente zonzo". Os textos aqui alternam entre o lirismo trágico de contos sobre paixões intensas e relatos viscerais sobre a pobreza, subempregos e a vida nos subúrbios. Não existe uma grande lição de moral no fim, não há redenção para os personagens e ninguém é salvo, pelo contrário, traz o peso de um soco que você sabia que ia levar, mas não conseguiu desviar.

    41 curtidas

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    3.9 / 2955
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Heinrich Karl Bukowski profile picture

    Heinrich Karl Bukowski

    CHARLES BUKOWSKI nasceu em 1920 em Andernach, na Alemanha, mas viveu nos Estados Unidos desde os dois anos de idade. Filho de um soldado norte-americano e uma alemã, ele viveu pelas ruas de Los Angeles por cinquenta anos. Lá se passa a maior parte de suas obras, incluindo as histórias de Henry Chinaski, seu mais famoso personagem e alter ego. Em vida, Bukowski publicou mais de 45 livros de prosa e poesia que foram responsáveis por consagrá-lo como um dos autores contemporâneos mais relevantes da literatura americana. Morreu em 1994, em San Pedro, na Califórnia.

    113 Livros
    2.94 Seguidores
    Renânia-Palatinado, Alemanha

    Heinrich Karl Bukowski