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    Triste Fim de Policarpo Quaresma (Clássicos da Literatura) -

    Lima Barreto

    Ciranda Cultural
    2010
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788538014287
    Português Brasileiro
    5.7
    4 avaliações
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    Policarpo Quaresma ama o Brasil. Ama porque é a terra mais fértil do mundo, porque tem a fauna e a flora mais lindas e exuberantes, porque é a cultura mais rica, a melhor comida, em variedade e sabores, porque possui as mulheres mais belas e, segundo ele, até mesmo... os melhores governantes. Funcionário público, fluente em tupi, estudioso da cultura indígena e grande apreciador das modinhas de violão — para ele, o único estilo de música verdadeiramente nacional —, Policarpo, como Dom Quixote de La Mancha, enfrenta moinhos de vento para provar a todos o seu ponto de vista, bradar ao mundo o amor por sua musa, não a Srta. Dulcineia de Toboso, mas a mui amada pátria brasileira. Mas, afinal, que fim poderia ter a aventura de Policarpo? Repleto de personagens fortes e carismáticos, o romance de Lima Barreto é, ao mesmo tempo, um ensaio sobre o idealismo, uma crítica profunda, mas permeada de comicidade, da realidade brasileira do fim do século XIX e início do XX e um retrato das mudanças pelas quais o Brasil passava naquele momento, como o despertar do feminismo. Lindo, inteligente, comovente! Um clássico da literatura nacional.

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    Jademilson Santos picture
    Jademilson Santos05/02/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O triste fim do sonhador Policarpo Quaresma.

    Um militar, servidor público, patriota e sonhador. Essa seria uma pequena definição do personagem principal do romance Triste fim do Policarpo Quaresma que surgiu no pré-modernismo e foi escrito por Lima Barreto. Esse romance mostra a saga de um militar que amava seu país, de tal maneira que refutava quaisquer referência que não fosse relacionada ao seu amado país, o Brasil. Esse patriotismo era tão grande que em dado momento ele chegou a propor na Câmara dos deputados que o idioma do país fosse mudado para o Tupi, cujo a origem era genuinamente brasileira ao contrário do português. Apesar de todo seu esforço, Policarpo era pouco compreendido, sendo internado por loucura. Quando saí do hospício fica recluso no sítio Sossego, onde utiliza a agricultura como forma de patriotismo, ao ponto de não aceitar alguns adubos, pois nossa terra, a melhor terra do mundo não precisa dessas coisas, já é fértil o bastante. A parte final do livro trata-se do combate à uma revolta, onde o iludido Quaresma atua diretamente do lado governo liderado por Marechal Floriano Peixoto, sendo o seu final surpreendente. O livro faz uma crítica direta aos pseudointelectuais, a burguesia e os militares da época da recém República brasileira. Uma leitura obrigatória para os tempo atuais.

    4 curtidas

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    Afonso Henriques de Lima Barreto

    Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros. Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1ª a 4ª série. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Afonso Henriques de Lima Barreto