Elisabeth Veiga é, reconhecidamente, uma das mais importantes poetas da atualidade. Pouco afeita a grupos e a estreitas definições de estilo ou outras classificações poéticas, Elisabeth já havia marcado época em 1972, com o lançamento de "Gôsto de Fábula". Vinte anos mais tarde, com um perfil mais livre e multi-modulado, publica "A Paixão em Claro", obra com a qual consolida seu lugar na primeira linha da poesia brasileira contemporânea. Dez anos depois, ressurge com "Sonata para Pandemônio", uma espécie de síntese dos anteriores e, surpreendentemente, o mais dissonante de sus livros. Uma obra inventiva, quase-barroca, dotada de carpintaria formal exigente e, sobretudo, uma obra que explora, com radicalidade, o humor ácido e a voz própria, original e intransferível da poeta. (Heloisa Buarque de Hollanda; orelha, adaptado.)
