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    1968: O Que Fizemos de Nós -

    Zuenir Ventura

    Editora Planeta
    2008
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788576653622
    Português Brasileiro
    3.9
    239 avaliações
    Leram421Lendo26Querem351Relendo1Abandonos8Resenhas7
    Favoritos14Desejados351Avaliaram239

    Já se passaram 40 anos e 1968 continua nos provocar. O ano que chacoalhou o mundo seria hoje apenas uma fonte de nostalgia para sua geração? Aos jovens de hoje, 1968 ainda tem o que dizer? As mesmas perguntas que há vinte anos serviram de motivação para que Zuenir Ventura escrevesse um dos mais importantes livros da nossa história recente – 1968 – o ano que não terminou – levaram-no a embrenhar-se num arriscado projeto: voltar às cenas dos crimes que foram cometidos em nome da ordem; reencontrar os personagens que, embriagados pela paixão, foram dignos representantes da geração que quis mudar o mundo; buscar naqueles que não conheceram 1968 possíveis vestígios da sabedoria ou da insensatez que moveram os jovens de então.

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    Lilia Vieira de Carvalho picture
    Lilia Vieira de Carvalho31/01/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro é excelente. Com os temas atuais, com entrevistas ótimas! Muito legal mesmo para entendermos esse processo político em que vemos uma juventude muito individualizada e que prefere a cada dia ficara mais longe da política. O cápítulo em que ele fala sobre as haves é espetacular. Eu recomendo!

    3 curtidas

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    3.9 / 239
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Zuenir Carlos Ventura profile picture

    Zuenir Carlos Ventura

    Zuenir Carlos Ventura, filho de Antônio José Ventura e Herina de Araújo, nasceu em 1º de junho de 1931, em Além Paraíba (MG); quando adolescente trabalhou como contínuo no Banco Barra do Piraí, faxineiro do Bar Eldorado, balconista da Camisaria Friburgo, entre outros. Em 1954 mudou-se para o Rio de Janeiro e entrou para a Faculdade Nacional de Filosofia, atual UFRJ, formando-se em 1958 em Letras Neolatinas. No ano de 1955 exerceu o cargo de assistente do filólogo Celso Cunha na disciplina de Língua Portuguesa, na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1956 tornou-se redator de “A História em Notícia”, obra paradidática dirigida por Amaral Netto, que abordava os fatos históricos em linguagem jornalística. No ano de 1957, indicado por um professor da faculdade, consegue uma vaga de arquivista na “Tribuna da Imprensa”. Em 1959 ganha uma bolsa de estudos do governo francês para estudar no Centro de Formação de Jornalistas, em Paris e conjuntamente com os estudos trabalha como correspondente da “Tribuna”, fazendo coberturas históricas, como a passagem de Jango por Paris antes de se tornar Presidente e o encontro de cúpula entre Kennedy e Kruschev, em Viena. Ao retornar ao Brasil conhece Mary Akiersztein, na redação da “Tribuna”, casa-se com ela e passa a trabalhar como editor internacional no “Correio da Manhã”, além de dar aula de Comunicação Verbal na Escola Superior de Desenho Industrial da qual é um dos criadores. No ano de 1964 Mary, grávida e acompanhada pelo marido vai cobrir o Festival de Cannes, enviada pelo “JB”, viagem oportuna, uma vez que ambos estavam sendo procurados pela polícia como “subversivos”. Em Cannes conhecem Glauber Rocha e nasce uma grande amizade. Quando retornam ao Brasil nasce Elisa, sua filha. Em 1965 assume o cargo de chefe de reportagem da revista “O Cruzeiro”; em 1967 torna-se chefe da filial Rio da Revista “Visão”. No ano de 1968 é preso e passa três meses em uma cela com pessoas influentes como Hélio Pellegrino, Ziraldo, Gerardo Mello Mourão e Osvaldo Peralva. Sua mulher e seu irmão também são presos no mesmo dia, porém por menos tempo. Zuenir só sai da prisão devido a influência de Helio Pellegrini que impõe como condição para sua própria liberação a soltura do jornalista, que ocorreu em março de 1969. No mesmo ano lança para a Editora Abril uma sucessão de 12 reportagens intituladas “Os anos 60 – A década que mudou tudo” que mais tarde se transformou em um livro. Em 1975 atua como colaborador no roteiro do documentário “Que país é esse?” de Leon Hirzsman; em 1977 assume o cargo de chefe da sucursal da Revista Veja, época em que se junta a dois outros jornalistas para investigar a morte de Cláudia Lessin Rodrigues, matéria que lhes confere o Prêmio Esso; em 1980 entrevista para a “Veja” o poeta Carlos Drummond de Andrade, após um longo tempo de silêncio deste; Em 1981 assume o cargo de diretor da filial Rio de Janeiro da “Revista Isto É”. Em 1968 se afasta por dez meses do jornal para escrever seu famoso livro: “1968 – O ano que não terminou”, best-seller que se torna mais tarde inspiração para a minissérie da Rede Globo, “Anos Rebeldes”. Em 1989, como repórter especial do JB, vai para o Acre onde fica por mais de um mês investigando o crime do seringueiro Chico Mendes ocorrido em dezembro de 1988, quando retorna edita uma série de reportagens que lhe confere dois prêmios: o Esso de Jornalismo e o Wladimir Herzog de direitos humanos. Em 1983 após as chacinas da Candelária e do Vigário Geral colabora para a criação do Viva Rio, uma organização não governamental dedicada a projetos sociais e campanhas anti-violência; em 1984, após nove meses freqüentando a favela de Vigário Geral, edita um livro contando sua experiência, “Cidade partida, um retrato das causas da violência no Rio” ganhando o Prêmio Jabuti de Reportagem. Em 1988 é surpreendido com um câncer em fase inicial na bexiga, resolve então publicar o livro “Inveja – Mal secreto” no qual conta a sua luta e vitória contra a doença, entre outras coisas. Em 2003, depois de 13 anos volta para o Acre para escrever a última parte de “Chico Mendes – Crime e castigo”, lançado pela Companhia das Letras.

    18 Livros
    99 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Zuenir Carlos Ventura