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    Crônicas escolhidas - Organização, seleção e notas John Gledson

    Machado de Assis

    Penguin-Companhia
    2013
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788563560667
    Português Brasileiro
    4
    46 avaliações
    Leram68Lendo21Querem144Relendo0Abandonos4Resenhas6
    Favoritos4Desejados144Avaliaram46

    Um Machado de Assis quase desconhecido se revela nessas crônicas, publicadas na imprensa do Rio de Janeiro entre 1859 e 1900. Clássico fundamental da literatura brasileira, Machado de Assis possui uma faceta que continua pouco explorada por leitores e críticos: a de prolífico cronista de jornais e revistas. Quase sempre sob pseudônimo, como era costume na época, o autor de Memórias póstumas de Brás Cubas escreveu centenas de crônicas para diversos veículos da imprensa do Rio de Janeiro entre 1859 e 1900, e dessa atividade obteve parcela importante de sua renda, mesmo após se tornar um escritor consagrado. Por meio da leitura da vida cotidiana na antiga capital do país, além das notícias da política nacional e internacional - inclusive a Abolição, a Proclamação da República e a Guerra de Canudos -, o escritor também exercitava a prosa genial com que compôs seus textos ficcionais. Para este livro, o crítico e professor de literatura John Gledson consultou os arquivos da imprensa carioca no século XIX para selecionar cinquenta textos com o melhor da produção jornalística de Machado. Centrada no período da maturidade do escritor carioca, a seleção de Gledson - que também assina a introdução do volume e os comentários - proporciona uma ótima introdução ao Machado cronista, permitindo cotejá-lo com o criador dos grandes contos e romances.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Israel de Oliveira Costa picture
    Israel de Oliveira Costa19/10/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Ler Machado de Assis nunca é demais. Apesar de sua produção mais relevante (se é que podemos descartar algo do autor) ser o romance, as crônicas machadianas também trazem uma pitada do veneno do autor e sua percepção espetacular do Rio do século XIX e começo do século XX. Esse “Crônicas escolhidas” se torna tão mais saboroso por conta da competente organização de John Gledson, uma das autoridades em Machado de Assis. O organizador faz uma detalhada introdução, explicando os pormenores do livro e toda a história cronológica das crônicas machadianas, bem como o processo de seleção e pesquisa, onde traça curiosos detalhes da biografia do autor e da história e fatos que marcaram o Brasil na época. As crônicas, muito bem selecionadas, trazem aquele gostinho típico da literatura machadiana, seu humor ácido e sua pena precisa. Além das notas de rodapé do autor, podemos acompanhar parte da história do Brasil visto pelos olhos do seu maior escritor nacional, tais como as consequências da lei áurea e a proclamação da república, à medida que lemos também crônicas sobre os assuntos mais corriqueiros possíveis, como a chegada do bonde e o espiritismo, novidade então na época, e, claro, mote principal das crônicas. As notas introdutórias de John Gledson são essenciais para contextualizar a leitura. Seus comentários só enriquecem o livro e dão um gostinho especial em entender um pouco mais a obra do autor, a história e os fatos da sociedade da época. Para quem já leu tudo de Machado de Assis, suas crônicas são um vasto mundo a ser explorado e dão uma visão panorâmica de toda a produção literária do autor. Coisa fina.

    1 curtida

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    Avaliações

    4 / 46
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Joaquim Maria Machado de Assis profile picture

    Joaquim Maria Machado de Assis

    Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Joaquim Maria Machado de Assis