O Homem do Bosque -

    Scott Spencer

    Bertrand Brasil
    2013
    378 páginas
    12h 36m
    ISBN-13: 9788528617696
    Português Brasileiro

    Em seu romance mais arrebatador, "O homem do bosque", considerado um dos melhores de 2010 pela Amazon, Scott Spencer prova por que é avaliado como um dos maiores escritores norte-americanos da atualidade e por que é unanimidade entre os críticos ao redor do mundo.Desde adolescente, Paul vive por conta própria. Livre, independente. Guiado sempre por um código de conduta rígido, tendo feito um pouco de tudo na vida, ele chegou a pensar que nunca teria um norte, que estava apenas ao sabor do vento. Até que conhece a bela, inteligente e amorosa Kate Ellis, e sua filha, Ruby, de nove anos. As duas lhe oferecem uma vida de ordem e regularidade. Contudo, ao caminhar por um parque, o protagonista encontra um homem espancando um cachorro e, por alguns momentos, mergulha num mundo de violência e numa jornada anárquica de autoconhecimento, redenção e culpa. Morte e vida cruzam seu caminho. Scott Spencer capta a intensidade da paixão humana – e sua capacidade, ao mesmo tempo, destrutiva e redentora – com precisão e discernimento sem precedentes. Ele abusa da ironia, da espirituosidade e de sua profunda sensibilidade num thriller psicológico e provocante que trata da moral e da masculinidade, das escolhas e do destino.

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    Mônica Carneiro27/09/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Homem do Bosque - Scott Spencer

    Um livro adulto, sério, para quem gosta de um drama num tom de suspense psicológico. Scott Spencer descreve a tragédia de Paul Phillips em O Homem do Bosque, no entanto, não pretende surpreender nem chocar o leitor, apenas colocá-lo sob a luz da reflexão. Paul, um homem bom, rústico, que trabalha com as próprias mãos, um carpinteiro em tudo o que faz, ama a vida e não leva nenhum rancor dela, embora tenha alguns bons motivos para acreditar na desesperança e na falta do amor dos homens e de Deus. Paul namora e vive com Kate Ellis, mãe de Ruby, uma garotinha linda e impetuosa. Kate é uma alcoólatra em recuperação, que encontrou a salvação do corpo, da alma e de sua filha através de Deus. Agora Kate é famosa pelo sucesso de seu livro, que aborda a esperança como solução dos problemas, e pelas pregações e seminários que faz sobre seu livro. Kate também é famosa por viver feliz um dia de cada vez. Paul estava tranquilo com o conforto emocional de sua nova vida embora enfrentasse alguns problemas com seus clientes. Em uma tarde de outono que esteve na cidade a trabalho, avistou um grande parque, estacionou o carro e foi caminhando até deparar-se com as mesas de piquenique. Tudo vazio, Paul se sentia solitário e parou para refletir sobre a vida e absolver a melancólica solidão do bosque, desfrutar do silêncio das arvores e do canto dos pássaros. Em meio à tranquilidade surge um homem com seu cão. O homem para em uma das mesas próximas de Paul e se dispõe a insultar o cachorro que o acompanhava, Paul tenta intervir, mas o homem do bosque parte para a agressão física ao pobre cão. Cutucá-lo, agredi-lo, enforcá-lo com a coleira. Paul percebeu que o "deixa disso" e "vamos com calma" não resolvia quando o homem o agride fisicamente. Diante de uma briga de corpos, a ira dominou Paul e ele soube bem usar suas mãos. O que vem dai pra frente é a consequência dessa tarde no bosque. O remorso e a culpa vão massacrar um homem que se achava de bem com a vida. Como continuar a viver diante dos argumentos do próprio destino? Como encarar o céu e o inferno, o paraíso e a serpente? O livro lembra a obra de Dostoievski, Crime e Castigo, principalmente pelo argumento do crime em si, mas também pelo apelo psicológico da culpa. Paralelo a essa reflexão da culpa de ante de Deus, do homem e de si mesmo, Scott Spencer coloca em cheque o vício no jogo, o alcoolismo, e a capacidade do ser humano de mudar o seu circulo de vida de inverter o seu modo de autoconhecimento. O Homem do Bosque não é um livro religioso, é um puro drama psicológico leve, mas profundo. Leve pela linguagem e pelos aspectos narrativos, pois imagino se esse drama foi narrado em primeira pessoa! Profundo por abordar temas da alma, do remorso, do perdão de si mesmo. É um livro sobre o homem e a sua capacidade de agir.

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    Estatísticas

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    3.2 / 75
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